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Estudantes começam o ano letivo sem van escolar

Estadão Conteúdo
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As escolas da rede municipal de São Paulo deram início ao ano letivo na quinta-feira, 11, sem o serviço de Transporte Escolar Gratuito (TEG). Os cerca de 75 mil alunos que precisam do serviço no Município, entres eles estudantes com necessidades especiais, ficarão sem atendimento pelo menos até a semana que vem. A interrupção aconteceu por causa de atrasos e problemas na mudança do modelo de contratação dos transportadores.

Familiares reclamam que não foram comunicados da falha com o serviço, chamado Vai e Volta. "Fui pega de surpresa, descobri na quarta-feira que não teríamos o transporte", disse Dulciene Matos de Almeida, de 32 anos, mãe de Julia, de 7, que estuda no Centro de Educação Unificado (CEU) Azul da Cor do Mar, em Itaquera, zona leste. A menina, portadora de síndrome de Down, depende do transporte e não foi à aula. "Não tenho condições de levá-la. Tem de atravessar uma rodovia", disse a mãe.

A filha do motorista Gilson Vieira, de 42 anos, estuda na mesma escola e, também com síndrome de Down, depende do TEG. "Minha mulher teve de sair mais cedo do trabalho para conseguir buscar a Ana Clara. É uma caminhada de três quilômetros", diz. "Não entendo por que a Prefeitura deixa para resolver isso só depois do começo das aulas. Ninguém avisou."

Até o ano passado, a Prefeitura contratava os veículos e distribuía a demanda de alunos. A partir deste ano, um novo modelo prevê que os transportadores se cadastrem e os pais escolham quem fará o transporte a partir de listas fixadas nas escolas.

 

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