| Aceituno Jr. |
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| A noiva Amanda Grazieli (na foto com o noivo Travis) trouxe tradições do casamento norte-americano para realizar a cerimônia em Bauru |
Com trajes quase idênticos, as madrinhas de honra ficaram de um lado e os padrinhos, de outro. Parece, mas não é a descrição de uma cena típica de filmes românticos. Esse casamento com um “quê” americano aconteceu mesmo em Bauru. Anteontem, a bauruense Amanda Grazieli, 27 anos, passou, oficialmente, a utilizar o sobrenome Goller, pertencente ao seu marido americano Travis, da mesma idade.
Ele, que é engenheiro aeronáutico, nasceu e cresceu nos EUA, mas insistiu para que seu casamento fosse realizado em Bauru, porque a família da noiva é maior que a dele e vive na cidade. Além disso, quando Travis visitou o Brasil conheceu vários pontos turísticos, mas a Cidade Sem Limites foi a que mais o encantou. “Gostei da comida, da vida simples e do valor atribuído à família”, justifica.
Inclusive, o americano conversou com a reportagem do Jornal da Cidade usando um português quase perfeito, uma vez que decidiu aprender a língua para se aproximar de Amanda, que, na época, era apenas um flerte.
Essa paquera acabou se tornando séria. Em 2015, especificamente no dia 14 de fevereiro, no Valentine’s Day, que é o Dia dos Namorados dos EUA, Travis pediu a mão de Amanda. Os dois se casaram no civil, nos EUA, em outubro do ano passado e decidiram fazer a cerimônia religiosa em Bauru. “Tentamos misturar um pouco as tradições, mas decidimos realizar um evento mais voltado ao estilo americano”, explica Amanda.
Cerimônia
O local onde que ocorreu a cerimônia, a Chácara Santa Felicidade, não foi escolhido aleatoriamente. O intuito era dar continuidade à tradição americana de realizar esse tipo de evento ao ar livre. Outro hábito da Terra do Tio Sam trazido a Bauru foi a leitura dos votos entre os noivos, ou seja, cada um preparou um discurso para o outro nas duas línguas: inglês e português.
Durante a festa, alguns familiares do noivo bateram um talher nas taças de champanhe e se levantaram para desejar felicidades ao casal com breves discursos. Contudo, o que mais chamou a atenção foi a vestimenta da noiva: ela teve de utilizar um item novo, outro usado, um emprestado e, por fim, qualquer adereço da cor azul. O elemento novo corresponde ao começo de outra vida e o objeto que o representou foi o vestido, comprado no Exterior.
Já o usado significa o desejo de que a noiva seja a mesma pessoa de quando seu marido a conheceu e o item que o materializou foi o véu, pertencente a uma amiga de Amanda. O emprestado é uma homenagem a alguém importante para a noiva, que, na ocasião, utilizou os brincos da sogra. O azul, por fim, traz luz para a união. Na cerimônia, a noiva utilizou um colar com uma pedra dessa cor, um presente de Travis.
Após o casamento, os noivos e a família de ambos embarcariam em um cruzeiro para o Rio de Janeiro. Pelo menos, a lua de mel do casal terá toque brasileiro.
Dança
Os noivos treinaram aproximadamente quatro meses para uma apresentação de dança durante o casamento, celebrado pelo padre Beto.
O casal contou com uma ajuda especial para arrasar na pista, a da avó de Travis, Irma Grossman, 85 anos, que já foi professora de dança. Ela e seu marido Marty Grossman, também 85 anos, compareceram ao casamento.
Amanda viveu até os 24 anos no Jardim Petrópolis. Em seguida, foi tentar a vida em Fortaleza. Ela é turismóloga e em 2013 foi para Connecticut, onde conheceu seu marido.
