| Bruno Freitas/Noroeste |
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| GPS contribui na avaliação física do preparador Diego Kami Mura |
O aparelho é bem pequeno, mede 5 centímetros e está sendo utilizado pelo preparador físico e hoje técnico interino, Diego Kami Mura, para fazer o Noroeste evoluir no desempenho físico. Com isso é possível quantificar o espaço percorrido em campo, em termos de velocidade e distância. A tecnologia é a mesma usada nos times da Série A do Brasileirão e no exterior (veja vídeo abaixo).
“Conseguimos monitorar os treinos e os jogos, baseando nos resultados obtidos pelo GPS. Isso serve tanto para incentivá-los e exigirmos o melhor que cada um pode oferecer fisicamente. Se um atleta corre mais do que necessário, ficamos sabendo pelo GPS e procuramos dar repouso, ou se um jogador corre menos do ideal, temos que descobrir o que está acontecendo de errado e corrigir”, explicou Kami Mura, por meio da assessoria de imprensa do Noroeste.
O aparelhinho fica dentro de área específica no calção de todos os jogadores relacionados para a partida, menos o goleiro. Ao final dos jogos ou dos treinos, Kami Mura recolhe todos os GPSs, que estão devidamente nomeados, faz download dos dados para o computador e trabalha em cima dos números adquiridos.
A planilha fornece dados muito específicos, como a distância percorrida em quilômetros no primeiro e no segundo tempo, para avaliar se houve ou não queda brusca de rendimento, velocidade máxima percorrida nas duas etapas, tempo exato de cada um em campo, entre outros.
Kami Mura usou estes mesmos aparelhos em quatro Campeonatos Paulistas da Primeira Divisão, no Ituano e Botafogo de Ribeirão Preto, além do Capivariano, Mirassol, Atlético Goianiense e no Al Tae, da Arábia Saudita, nas temporadas de 2013 e 2014. Ele também auxiliou os técnicos Doriva (ex-São Paulo) e Marcelo Martelotte (ex-Santos).
Visual engana
“Muitos que se julgam entendidos de futebol disseram, equivocadamente, quando o time não está num dia feliz em campo, como foi o caso diante do Nacional (SP), que fomos derrotados porque o time estava fraco fisicamente. E isso não é verdade. É uma ilusão de ótica. Na derrota de 3 a 0 para o Nacional o time ficou com menos posse de bola e correu mais do que nesta partida contra o Sertãozinho, que ficamos mais tempo ditando o ritmo de jogo. A vitória veio, todos ‘enxergaram’ a correria do time e ninguém criticou. Mas os números não mentem”, frisou Kami Mura.
Marcelo Santos corre como ‘garoto’
Os dados coletados na vitória do Norusca em casa, na última quarta-feira (10), contra o Sertãozinho, de virada, por 2 a 1, pelo Campeonato Paulista da Série A3, apontou que o nível físico entre os titulares está equilibrado, na faixa de 9 quilômetros em 90 minutos.
| Bruno Freitas/Noroeste |
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| Marcelo Santos ganhou nota 10 da preparação física |
O que chama a atenção da comissão técnica noroestina é o meia Marcelo Santos, jogador mais experiente do time, com 36 anos.
Ele jogou os 90 minutos e percorreu 9 quilômetros e 104 metros, além de ter registrado piques acima dos 28 km/h. Números semelhantes aos do jovem Maicon Douglas, de 24 anos, 12 a menos que o capitão do time. Maicon, que também atua no meio, fez 9 quilômetros e 460 metros, com ‘explosões’ acima de 28 km/k.
“Isso não é novidade pra mim. Sempre me cuidei muito, em se tratando de alimentação, e o meu biotipo ajuda muito. Mas o esforço pra correr em campo e ajudar meus companheiros vem da minha dedicação aos treinos”, disse Marcelo Santos, que pretende se aposentar em maio deste ano, no Noroeste, após o Paulista. O camisa 10 está a cinco jogos que alcançar a marca de 150 partidas com a camisa do Alvirrubro.
O time noroestino se reapresenta hoje à tarde e inicia os trabalhos visando o duelo desta quarta, às 20h, contra o Flamengo de Guarulhos, no Alfredão.
Assista a explicação de Kami Mura sobre o GPS

