Esportes

Às vésperas da Liga das Américas, Bauru encara Rio Claro no NBB

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 3 min

João Rosan
O time bauruense, do pivô Rafael Hettsheimeir, tem último duelo pelo Nacional hoje antes de iniciar a segunda fase da competição continental

Às vésperas do quadrangular semifinal da Liga das Américas, o Paschoalotto/Bauru não se desconcentra do NBB8. O time bauruense recebe o Rio Claro nesta terça-feira (16), a partir das 20h, no Ginásio Panela de Pressão, e o objetivo é não dar margem para um resultado adverso e seguir brigando pela ponta da competição. Com 80% de aproveitamento, 16 vitórias em 20 jogos, a equipe bauruense está na segunda colocação. O líder é o Flamengo, que tem 84,2% de aproveitamento (16 vitórias em 20 jogos). Já Rio Claro ocupa a nona posição, com 45% de aproveitamento, nove triunfos em 20 confrontos.

Apesar da distância entre as duas equipes na tabela, o técnico do Paschoalotto, Demétrius Ferracciú, destaca a evolução do Rio Claro e alerta para os perigos da partida desta noite. “Rio Claro é uma equipe que com a mudança de técnico (Marcelo Damião deixou o cargo para a chegada de Dedé Barbosa) já está mais entrosada em relação ao jogo que fizemos lá (vitória bauruense por 72 a 63 no primeiro turno). É um time que está evoluindo, crescendo e fez grandes partidas em casa, com vitórias sobre São José e Mogi com domínio do jogo”, alerta.

Para evitar surpresas, Demétrius ressalta que é crucial o Paschoalotto entrar em quadra redobrando a concentração. “Temos que saber que vamos enfrentar um time duro, mas, dentro de nossos objetivos na competição, estamos bem preparados para ter uma vitória dentro de casa”, declara o treinador. O armador Paulinho Boracini, que se recupera de inflamação no tendão patelar do joelho esquerdo, segue como desfalque.

O Paschoalotto jamais perdeu para o Rio Claro na história do NBB. Foram três confrontos até aqui, com três vitórias bauruenses, a última delas no primeiro turno da edição deste ano, em Rio Claro, por 72 a 63.

Liga das Américas

Logo após a partida desta noite contra o Rio Claro, o Paschoalotto volta sua atenção ao quadrangular semifinal da Liga das Américas, que ocorre em Bauru de sexta-feira a domingo.

O time bauruense tem estreia agendada contra o Malvin, do Uruguai, e enfrenta, na sequência, o Mogi das Cruzes, no sábado, e o Quimsa, da Argentina, no domingo. O regulamento prevê jogos entre todos os times em turno único e a classificação para o Final Four dos dois primeiros colocados.

Ingressos

Os ingressos para Paschoalotto/Bauru x Rio Claro serão vendidos, a partir das 18h, na bilheteria do Ginásio Panela de Pressão. Os valores são: R$ 30,00 arquibancada; R$ 15,00 meia entrada com apresentação do documento; R$ 100,00 cadeira de quadra.

Gui revê torcida

A partida deste noite será a primeira de Gui Deodato jogando pelo NBB em Bauru sem estar com a camisa do Paschoalotto. Bauruense e jogador que mais tempo defendeu a equipe (desde o surgimento do projeto em 2007 até 2015), o ala irá reencontrar a torcida do Bauru Basket pela primeira vez no Nacional estando do outro lado. Gui atuou nas outras sete edições do NBB pelo Paschoalotto, realizando 205 partidas.

Gui esteve presente em momentos marcantes do Bauru Basket. O ala fez parte do elenco vice-campeão do NBB 2014/2015, foi campeão da LDB 2012, Liga Sul-Americana 2014, Liga das Américas 2015 e bicampeão estadual (2013 e 2014) e ainda defendeu o Paschoawwlotto no Mundial de Clubes do ano passado, contra o Real Madrid, em acordo entre Bauru e Rio Claro, para que o ala reforçasse o time bauruense.

Em Bauru, onde foi revelado, Gui também acumulou premiações individuais. No NBB, foi eleito “Destaque Jovem” na temporada 2011-12 e duas vezes “Atleta com Maior Evolução” (2011-12 e 2012-13). Teve ainda três participações no Jogos das Estrelas, onde conquistou o bicampeonato do torneio de enterradas.

“Tenho muito carinho pela torcida que me acompanhou desde quando comecei jogar basquete. Esse reencontro vai ser especial, até porque dentro de quadra todos também são meus amigos, mas também tudo isso acaba quando a bola sobe. Em Bauru tive um começo de carreira maravilhoso, sem dúvida, mas o que vivo agora é mais importante e me sinto em constante evolução”, declara Gui.

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