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Sindicatos fazem ato em Botucatu para pressionar acordo trabalhista


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Dirigentes do Sincomerciários e da Sinprafarmas, filiados à Federação dos Comerciários do Estado de São Paulo, participaram de uma manifestação na manhã dessa quinta-feira (18), em Botucatu (100 quilômetros de Bauru), pela retomada das negociações para assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2015/2016 dos comerciários de Botucatu, Avaré e região.

A CCT está emperrada desde setembro do ano passado, data-base da categoria, por conta de um impasse com sindicato patronal. Segundo o presidente da Federação dos Comerciários do Estado de São Paulo (Fecomerciários), Luiz Carlos Motta, a situação é inaceitável.

“A falta de acordo prejudica tanto os comerciários da base, até agora sem reajuste de seus salários, como os comerciantes, por conta de limitações das suas atividades, por isso é importante que os patrões assinem a CCT. Isso é só um aviso da nossa força. Se não houver acordo, faremos greve”, conta.

Munidos de bandeiras, faixas e vestindo camisetas da União Comerciária ou dos sindicatos filiados, os dirigentes entoavam palavras de ordem pelo fechamento da CCT, “9,88% já” e “os comerciários não podem mais esperar, queremos a reposição da inflação”.

A presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Botucatu e região (Sincomércio), Fátima Baldino, respondeu pela rede social que o protesto foi “arruaceiro”. “A população não é boba. Ato realizado para desfocar o que está escancarado na mídia. Ameaçar e xingar empresários em cima de caminhão é fácil. Não é assim, com violência, que se faz negociação. Será que a crise é somente para nós? Quanta gente desocupada demonstrando forte poderio econômico. Deveriam mostrar os holerites, isto sim (pelo menos espero que prestigiam nosso comércio consumindo). Eles se esquecem de um pequeno detalhe: sem empresa não tem emprego. Foram fechadas mais de 100 mil empresas em 2015 em nosso país”, afirmou.

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