A Polícia Civil de Jaú (47 quilômetros de Bauru) prendeu segundo envolvido na morte do pintor Adriano Moreno de Lima, de 42 anos, ocorrido na última terça-feira (16). A vítima foi agredida com socos e chutes e morreu ao dar entrada na Santa Casa. No mesmo dia, a Polícia Militar (PM) prendeu um dos autores do crime.
Conforme divulgado pelo JC, a mãe de Adriano contou à polícia que o filho havia saído de casa com dois homens e, horas depois, retornado com sangramento nos lábios e vomitando, dizendo que havia sido agredido. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas morreu na Santa Casa.
A PM foi acionada e, junto com a Polícia Civil, foi até o endereço indicado pela mãe da vítima como o provável local das agressões, corredor que dá acesso a várias casas, próximo a um bar, na rua capitão José Ribeiro, no Jardim Regina. A equipe analisou imagens de câmeras de segurança da região e identificou dois suspeitos.
Segundo a polícia, não foi possível visualizar o momento das agressões em razão da localização da câmera e qualidade da gravação. No mesmo dia, a PM prendeu Claiton Caetano, de 28 anos. Na CPJ, ele responsabilizou o amigo Diego César Galvão, de 24 anos, por dar um soco na testa da vítima e um chute na sua costela.
Mesmo negando o crime, Claiton foi autuado em flagrante por homicídio. No fim da noite desta quinta-feira (18), após diligências, policiais civis da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) prenderam Diego, que já estava com a prisão temporária decretada à pedido do titular da unidade, o delegado Marcelo Aparecido Tomaz Goes.
Segundo o delegado, o jovem confessou as agressões, mas alegou que não tinha a intenção de matar o pintor. Ainda de acordo com Goes, exames realizados revelaram que Adriano morreu em decorrência de hemorragia causada por trauma de baço e fígado, provavelmente em razão dos chutes e socos desferidos pela dupla.
Motivação
A Polícia Civil apura se o crime foi motivado por acusação de furto feita pela vítima em relação aos suspeitos. A mãe de Adriano contou aos policiais que, dias atrás, o filho estava bebendo com a dupla quando percebeu que a sua carteira havia desaparecido.
Na ocasião, o pintor teria suspeitado que ela havia sido furtada pelos dois investigados, o que gerou desentendimento entre eles. A acusação, segundo a polícia, pode ter irritado a dupla e motivado as agressões, que resultaram na morte da vítima.