| Quioshi Goto |
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| Pode ser domingo ou feriado, não importa, Mário do Nascimento cuida da árvore |
É comum, aos domingos e feriados, passar pela avenida Getúlio Vargas e se deparar com um senhor próximo à Copaíba, com vassoura e aparador de grama nas mãos. Não se trata, contudo, de um servidor da prefeitura fazendo a manutenção da árvore, mas de trabalho voluntário realizado pelo aposentado Mário do Nascimento, 71 anos.
Ele cuida da limpeza, do gramado, capina e até pinta as faixas na região da Copaíba, sempre com bom humor e disposição. Um verdadeiro guardião da frondosa espécie, assim como já houve em outros tempos. Em 2008, aposentado de Pederneiras viajava 26 quilômetros para manter saudável a árvore, sem, contudo, ganhar nada em troca (leia mais ao lado).
Seu Mário, assim chamado por vizinhos, mora a poucos metros da Copaíba, na quadra 18 da Getúlio. Ele conta, com orgulho, que realiza a manutenção no local há muitos anos. “Tem que cuidar da beleza e da natureza que temos. Não faço para mim, faço para os outros. Afinal, é tão bom viver em um ambiente limpo e agradável, não?”, enfatiza.
Plantio
Além da limpeza e capinação, inclusive do canteiro central em amplo trecho da avenida, o aposentado contabiliza o plantio de uma dezena de árvores nas imediações. “O triste é que muitos arrancam ou maltratam as mudas. Está faltando cidadania e respeito para com a cidade. Do contrário, viveremos em meio à sujeira e degradação”, critica.
Até uma placa que estampa o nome de seu Mário como homenagem ao trabalho voluntário que ele presta foi colocada na Praça da Copaíba. “É bom ter esse reconhecimento. A população me elogia bastante, mas eu percebo que muitos, infelizmente, têm vergonha de realizar esse tipo de ação. Seria bem melhor se cada um fizesse a sua parte”, finaliza Mário.
Não é o único...
Em 2008, o ferroviário aposentado Waldomiro Rett, na época com 87 anos, contabilizava 11 anos desde que decidiu adotar a Copaíba para mantê-la como símbolo vivo de Bauru. Detalhe: morador de Pederneiras, ele viajava 26 quilômetros para realizar o trabalho voluntário. “Quando não estou bem, venho até aqui e falo ‘bom dia, minha copaíba’ e ela me responde, quando o vento balança suas folhas”, contou à reportagem do JC à época.
