| Fotos: Aceituno Jr. |
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| Merene Caroline Lobato, ensaia com o JC seus principais passos já dados na vida pessoal e profissional |
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| Merene conta que a paixão começou aos 4 anos de idade, quando fez a sua primeira aula de balé. "Quando estou no palco como bailarina eu esqueço de tudo", disse. |
Ela é educadora física, professora de dança e coreógrafa. Cheia de energia e de sonhos, a entrevistada deste domingo (21), Merene Caroline Lobato, ensaia com o JC os seus principais passos já dados na vida pessoal e profissional.
Tudo começou aos 4 anos de idade, quando Merene fez a sua primeira aula de balé. “E não parei mais. Do balé eu fui para o jazz e depois para o sapateado”, acrescenta. E aos 12 anos de idade, a proprietária do Centro de Dança Corpo Livre já dava aulas de sapateado.
“Minha mãe acreditou nesse meu sonho quando eu tinha apenas 12 anos. Estamos com nossa academia já há 17. Meus pais sempre foram e ainda são muito presentes em minha vida”, agradece.
Merene, que ainda é educadora física com pós-graduação em fisiologista do exercício, além de dança e consciência corporal, também é destaque no Carnaval de Bauru. Pelo terceiro ano consecutivo, como coreógrafa, ela abriu a comissão de frente da Cartola. Outra curiosidade da entrevistada de hoje é a sua paixão pelos animais e coleções de livros. Confira.
JC – “Conjugue” o verbo dançar.
Merene – É a minha vida. Eu acho realmente que a dança é a minha vida. Não conseguiria viver sem ela. Quando estou no palco como bailarina, eu esqueço de tudo. É o meu momento e me sinto em um campo branco. É a minha paz. Quando vejo minhas alunas dançando, sinto um orgulho imenso. É um sentimento de gratidão.
JC – Quando você deu os seus primeiros passos na dança?
Merene – Eu comecei a dançar em 1990, aos 4 anos, no Bauru Tênis Clube (BTC). Comecei fazendo balé e nunca mais parei de dançar. Do balé eu fui para o jazz e depois para o sapateado. No início, criei uma certa resistência, porque sempre fui uma criança medrosa, nunca fui de me jogar, virar cambalhotas, estrelinha, essas coisas. E junto com o balé, minha mãe me colocou para fazer ginástica olímpica. Só fiz uma aula e saí chorando (risos). Mais tarde eu me apaixonei pela ginástica olímpica, mas já estava na faculdade.
JC – Quando você começou a ensinar a dançar?
Merene – Minha mãe acreditou nesse meu sonho quando eu tinha apenas 12 anos, e eu já dava aulas. Eu já tinha uma turma de sapateado. Naquela época, conheci um casal de bailarinos e professores: Alex Kiton e Adriana Roda. Eles abriram um espaço para dar aulas em Bauru. Dancei com eles de 1994 a 1998. Eles me incentivaram a seguir em frente com a dança. Eles foram para Campinas e nós montamos o nosso espaço, em 1999. O Centro de Dança Corpo Livre é meu e da minha mãe. Já estamos trabalhando com a academia há 17 anos.
| Aceituno Jr. |
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| “Quando vejo minhas alunas dançando, sinto um orgulho imenso. É um sentimento de gratidão” |
JC – Você abre a comissão de frente da Cartola já há alguns anos, certo?
Merene – Sou coreógrafa da comissão de frente da Cartola pelo terceiro ano consecutivo. Minha história com o Carnaval e com a Cartola teve início ainda na minha infância. Eu morei durante 25 anos no Geisel e frequento o Sambódromo desde os 3 anos de idade. Eu gostava de sair nas matinês e tudo mais. Cresci no meio carnavalesco e sempre fui Cartola. Desfilei pela primeira vez em 1993, aos 9 anos. O tempo passou e há três anos sou a coreógrafa da comissão de frente da escola. Tenho muito orgulho de todos. Estou mais próxima do barracão e vejo a doação da família toda.
JC - Você integrou companhias de dança?
Merene – Eu já participei da Cia Estável Promodança, que é uma companhia não remunerada, mas onde você tem a oportunidade de passar um mês inteiro (sempre em janeiro) com aulas diárias de professores do Brasil e do mundo. E durante o ano você fica com apresentações e faz parte de um repertório, de uma coreografia livre e participa de festivais da Promodança. Eu participei em 2000 e em 2003. Também tive a oportunidade de participar de shows do Caio Nunes, um grande nome da coreografia nacional, que é do Rio de Janeiro. Eu tinha 16 anos, mas já estava focada na minha escola. Sou formada até o 8.º grau pela Royal Academy of Dance.
JC – Você promove os seus próprios festivais de dança.
Merene – Sim. Entre junho e julho, nós fazemos o “Dança Ação Solidária”, já na 14.ª edição. Em setembro, acontece o “Dançarte” e, no fim do ano, é a vez do “Festival de Dança Corpo Livre”. O Dança Ação Solidária tem um preço popular de ingresso, além da arrecadação de alimentos para a filantropia.
JC – Você coleciona livros?
Merene – Eu tenho diversas coleções diferentes de livros de contos, de história... neste mês, começamos duas novas, uma sobre o corpo humano e outra sobre os santos católicos. Minha mãe coleciona comigo. Sempre gostei de coleções, a minha primeira foi de papéis de carta e ainda tenho quatro pastas guardadas (risos).
JC – Projetos para 2016?
Merene – Já tenho os espetáculos do fim do ano pensados. Em 2016, eu faço 30 anos e quero comemorar com dança, com algo bem especial. Será um musical.
JC – Uma curiosidade sobre você.
Merene – Gosto muito de animais. Sou muito ligada à natureza e o meu maior sonho é ter um espaço para cuidar dos animais de rua. Já tive 25 gatinhos. Hoje estou com duas cachorras adotadas, um coelho e uma calopsita.
Perfil
Merene Caroline Lobato
29 anos, leonina
Nascida em Bauru, seu filme preferido é
“O Fabuloso destino de de Amélie Poulain”
Como hobby, ela coleciona livros
“Amor de Perdição” é a sua obra de cabeceira
Nota 10: Para os pais, Carlos e Lúcia, por eles serem a sua base para tudo: “Estão sempre presentes em minha vida”, diz
Nota 0: “Para a falsidade, algo que me chateia muito mesmo nas pessoas”
E-mail: corpolivrebauru@gmail.com


