Minha ajudante Elinéia chegava em casa, comentava alguma notícia e dizia-me: “Eu vi no jornal de papel”. Hoje fiquei pensando na importância do jornal de papel para meu pai de 90 anos, que já não ouvia bem, nem dominava a tecnologia moderna e, assim, o Jornal da Cidade, recebido diariamente, era sempre muito importante para ele: ficava horas lendo, comentando as notícias, principalmente com o querido amigo, cunhado duas vezes, porque ele é irmão da minha mãe e sua “Diva”, irmã do meu pai e também compadre Laerth, que está agora com 81 anos e também lê diariamente o jornal de papel.
Meu pai faleceu em dezembro, eu fiquei mais uns dias lá na sua casa, porque hoje moro em MG. A assinatura do Jornal da Cidade venceu em janeiro PP e foi para mim um grande pesar que, ao sair de manhã, não encontrei mais o jornal de papel. Foi uma triste recordação de que não estava mais naquela área nem o leitor e nem o jornal de papel.