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Ao invés de escoar, bueiros retêm água no Parque Santa Cândida

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 2 min

Douglas Reis
Bocas de lobo ficaram obstruídas e casas até foram alagadas 

na rua Primo Pegoraro, quadra 4, no Parque Santa Cândida

Bueiros entupidos, mais uma vez, são motivo de reclamações em Bauru. Três bocas de lobo obstruídas na quadra 4 da rua Primo Pegoraro, Parque Santa Cândida, região da Vila Dutra, foram suficientes para transformar a rua de terra em um “riacho”.

A água parada na via, além de favorecer a proliferação do mosquito Aedes aegypti (transmissor da dengue, febre chikungunya e zika vírus), trouxe mau cheiro ao ambiente e muita reclamação dos moradores.

Na última sexta-feira (19), quando choveu na cidade, a falta de escoamento de água no local gerou um problema ainda mais grave: residências acabaram sendo inundadas. É o que afirma a dona de casa Maria Nilce Barbosa dos Santos Fernandes, 49 anos.

“A água chegava na canela. A gente precisa sair com o sapato na mão e calçá-lo depois. Fora o perigo de contrair alguma doença, porque mistura a água da chuva com o esgoto”, critica, alegando que a situação degradante, ali, é recorrente.

Vizinha de Nilce, a dona de casa Roseli Botelho, 46 anos, enfrenta dificuldades para sair de sua residência com a filha cadeirante, de 22 anos. “A gente fica ilhado aqui. Muitas vezes, ela (filha) não consegue nem passar do portão”, conta.

Trajeto

A água que não escoa em razão dos bueiros entupidos faz trajeto por ruas “vizinhas”. O “riacho” sai da quadra 4 da rua Primo Pegoraro, “vira” a esquina e segue para a quadra 1 da rua Elizabete Bortolomai, trecho, inclusive, bastante prejudicado por buracos.  

Delegado do Orçamento Participativo da prefeitura  e que representa a região da Vila Dutra, Jesus Adriano dos Santos alega que o problema nas bocas de lobo ocorreu após obra em tubulações de esgoto, realizada pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE) nas imediações.

“Acabou prejudicando o escoamento de água. Agora, a prefeitura terá que refazer todo sistema de galerias pluviais nesse trecho”, disse. O apontamento de Jesus, no entanto, é refutado tanto pelo DAE quando pelo secretário de Obras, Sidnei Rodrigues.

Nessa segunda-feira (22), uma equipe da Secretaria de Obras fazia a desobstrução dos bueiros na quadra 4 da rua Primo Pegoraro. Agentes da Saúde também vistoriavam o local, em razão do acúmulo de água parada na rua.

Rodrigues alegou que a pasta vem cumprindo cronograma de reparo e desentupimento de bueiros, mas que é comum ocorrer o problema. “Acontece com frequência porque se trata de ruas de terra e, em alguns casos, por causa de lixo jogado em via pública”, aponta.

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