Polícia

Mulher que matou homem no dia de Natal pega 9 anos de prisão

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

O Tribunal do Júri de Bauru condenou, nessa terça-feira (23), Aline Graziela de Almeida, 34 anos, a 9 anos de prisão pela morte de seu amásio Alexandre dos Rios de Oliveira. A vítima foi morta aos 26 anos por um golpe de faca na nuca após uma discussão com Aline na casa do casal, no Jardim Nicéia, em 25 de dezembro de 2014, noite de Natal.

Aline, que é ré confessa e já está presa há um ano e dois meses no presídio em Pirajuí, foi condenada a sete anos pelo homicídio simples. A pena foi acrescida em mais dois anos pelo fato de a ré possuir antecedentes criminais e de o crime ter sido cometido no decorrer de uma relação doméstica.

Vendedora ambulante, Aline chegou a ser detida algumas vezes por conta da venda de mídias falsificadas na cidade. A sentença foi proferida pelo juiz da 1.ª Vara Criminal Benedito Antônio Okuno, no final da tarde dessa terça, após cerca de seis horas de julgamento.

O Conselho de Sentença, formado por seis mulheres e um homem, rejeitou as qualificadoras como crime cometido por motivo fútil e por meio de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. A defesa de Aline informou que não irá recorrer da decisão.

O crime

O assassinato foi cometido por volta das 2h40 na quadra 1 da rua Dolores Balderrama. O casal estaria sozinho na casa, preparando um churrasco e consumia drogas no momento em que o crime ocorreu, segundo consta no boletim de ocorrência (BO) registrado na época.

A Polícia Militar foi acionada no Pronto-Socorro Central, onde Alexandre morreu após ser socorrido. Aline chegou a ser ouvida pelo delegado na época, mas dizia estar confusa sobre o ocorrido e não informou como seu companheiro havia se ferido.

Perante o Tribunal ela confessou a facada, mas disse que seu companheiro, que trabalhava como auxiliar de limpeza e morava com ela há um ano, teria iniciado uma discussão porque queria dinheiro para comprar mais drogas.

“Ele tinha quase um metro e oitenta de altura. Ela pegou a faca para se defender e acabou acontecendo, mas ela não imaginava que esse ferimento o mataria”, aponta o advogado Olavo Nogueira Ribeiro Júnior.

A tese também foi sustentada pelo promotor de acusação, que achou coerente rejeitar as qualificadoras. “Não existe testemunha, não temos a apuração real da dinâmica do crime. A única coisa que sabemos é que ela o matou”, afirma o promotor João Henrique Ferreira.

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