| Fotos: Quioshi Goto |
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| Túmulo quebrado no Cemitério Redentor: cenário desafiador |
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| Mato alto no Cemitério Cristo Rei toma conta de parte do local |
O que assusta os moradores das redondezas dos cemitérios Redentor e Cristo Rei, em Bauru, não é assombração, mas uma série de problemas de infraestrutura. Os vizinhos reclamam de túmulos depredados, mato alto, vasos com água parada e, até mesmo, invasão de baratas e escorpiões.
No Cemitério Redentor, localizado na quadra 6 da avenida Engenheiro Hélio Police, a equipe de reportagem do JC encontrou um vaso com água parada e túmulos em mal estado de conservação, sendo que alguns estavam até sem suas respectivas tampas.
“Tenho a sensação de que o local está abandonado”, diz a vizinha Maria José Francisco Fernandes, 61 anos.
Já Sílvia Rodrigues, 75 anos, outra moradora da região, diz que encontrou uma ninhada de escorpiões dentro de seu quarto. Para ela, o causador dessa invasão é o cemitério, que proporciona um ambiente favorável a esse tipo de animal.
“Eles comem baratas, que também tomaram conta da minha casa, até o momento em que decidi utilizar veneno”, revela.
Já no Cemitério Cristo Rei, situado na quadra 2 da rua Nélson Tosoni Decarlis, Santa Fé (perto do núcleo Fortunato Rocha Lima), alguns jazigos também estão em situação precária.
Outro problema do local, conforme denuncia o empreiteiro Oswaldo Ribeiro, 67 anos, é o mato alto. “Nos últimos meses, a grama cresceu bastante, inclusive, nas ruas do cemitério”, reforça.
Água parada
O gerente de necrópoles e funerária da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), Fábio Luiz Nalli Silva, afirma que as equipes do órgão vistoriam possíveis criadouros do mosquito causador da dengue, como vasos com água parada, em todos os cemitérios que administra.
Além disso, Silva ressalta que os funcionários da Emdurb recolhem os vasos com água parada. Quanto àqueles objetos que estão vinculados aos jazigos, o órgão tentará encontrar uma maneira legal de retirar os materiais que estão acumulando água. “É uma questão de saúde pública”, justifica.
Já em relação aos túmulos, Silva explica que a Emdurb não tem obrigação de fazer a manutenção, porque não cobra taxa anual de seus proprietários, como é feito nos cemitérios particulares. O que órgão pode fazer é declarar a sepultura vaga, mas isso demanda bastante tempo. “Pretendemos deixar a legislação que dispõe sobre o tema mais prática”, acrescenta.
Outros problemas
Questionado acerca dos escorpiões, o gerente da empresa frisa que realiza o combate ao alimento que eles mais gostam, ou seja, às baratas frequentemente. Contudo, esses insetos acabam desenvolvendo resistência ao princípio ativo dos venenos. “O objetivo é fazer um rodízio de venenos e, assim que parar de chover, daremos início à pulverização”, diz.
Por fim, em relação ao mato alto, Silva afirma que as chuvas mais intensas deste ano causaram o rápido crescimento da braquiária, mas a Emdurb aplica herbicidas em todos os cemitérios frequentemente. “Agora, as equipes tiveram de pausar o serviço por conta da chuva, mas ele será retomado” finaliza.

