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Sem remédios de uso contínuo, pacientes com depressão sofrem

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 1 min

Pacientes da rede pública que dependem de medicamentos de uso contínuo para o tratamento de depressão reclamam de problemas de distribuição na farmácia municipal de Bauru. Remédios como clonazepam e amytril estão em falta e a previsão da prefeitura é que a situação volte ao normal somente a partir da primeira quinzena de março.

Diagnosticada com depressão e síndrome do pânico, a diarista Marilis Oliveira Sahes, 55 anos, toma Clonazepam desde 2009. Sem o medicamento há cerca de 15 dias, ela já sente o drama dos sintomas. “Fico muito ansiosa e não consigo dormir”, contou.

Marilis passa mal todos os dias e a insônia constante já reflete em seu rendimento no trabalho. “Não tenho disposição, pois durmo uma noite e depois fico duas sem dormir”, relata, destacando que não tem condições de arcar com o custo do remédio. “É uma situação muito complicada para mim”.

Outra paciente, que não quis se identificar, vive o mesmo drama. Dona de casa de 57 anos, a mulher faz uso de clonazepam e amytril para controlar a ansiedade, uma vez que também sofre de depressão. O medicamento que ela tem em casa deve acabar em menos de uma semana. “Depois, não sei o que vou fazer”, disse. “Estou desesperada”, finaliza.  

Outro lado

Em nota enviada pela prefeitura, a Secretaria Municipal de Saúde informa que a  compra dos medicamentos citados pela reportagem foi formalizada após a abertura do orçamento de 2016, o que ocorreu na segunda quinzena de janeiro. “Assim sendo, a entrega dos medicamentos, neste ano, deve ser normalizada a partir da primeira quinzena de março”.

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