Bairros

Galeria roda na Nuno, "engole" asfalto e há mais 5 pontos críticos

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 3 min

Divulgação
Segundo a Secretaria de Obras, em consequência das chuvas ocorridas na manhã desta sexta-feira (26) houve um rompimento de parte do sistema de galerias pluviais, provocando o desabamento de parte da pista.  

Uma “operação de guerra” foi desencadeada pela Secretaria de Obras, nesta sexta-feira (26), após parte da galeria de águas pluviais se romper na quadra 12 da avenida Nuno de Assis, sentido Centro-Marechal Rondon (SP-300), na altura do Terminal Rodoviário. 

Os danos foram causados pelas chuvas que atingiram a cidade durante a madrugada desta sexta e mobilizou grande efetivo de servidores municipais e de maquinários. E a situação preocupa muito, uma vez que Bauru tem pelo menos mais cinco pontos com risco de rompimento de galerias (leia mais abaixo). 

Parte do asfaltou cedeu e o desbarrancamento de terra às margens do Rio Bauru ameaçava um poste de iluminação pública. Para evitar uma possível queda no rio, um caminhão munck (espécie de guindaste) foi utilizado para “segurar” a coluna. 

Ao todo, 25 funcionários (três equipes da Secretaria de Obras e uma equipe da Emdurb) atuaram na “força-tarefa”. Foram mobilizados cinco caminhões basculante e dois munck, uma escavadeira e uma pá escavadeira. 

Agentes do Grupo de Operação de Trânsito (GOT) permaneceram no local para orientar os motoristas, uma vez que três quarteirões, no trecho entre a avenida Nações Unidas e a rua Aimorés, foram interditados para a realização do serviço. 

O que ocorreu?

Secretário de Obras, Sidnei Rodrigues explicou que o problema começou com afundamento de pavimento asfáltico em razão do tráfego de caminhões pesados no local. “O solo acomodou e as células de concreto se deslocaram. Por isso, o solo assolapou por baixo e cedeu”, disse.  

“Resumindo: houve um deslocamento de célula em virtude de acomodação do solo e, com isso, a água que deveria correr toda por dentro das células passou por baixo e ocasionou o rompimento de parte do sistema de galerias pluviais”, acrescentou Rodrigues. 

O deslocamento da galeria resultou em danos no asfalto e desbarrancando de toda a terra armada (parede de concreto) que beira o Rio Bauru. “A nossa preocupação era que a erosão avançasse e atingisse o poste, que estava prestes a cair no rio”. 

Havia o risco de comprometer toda a galeria pluvial da quadra 12 da Nuno e, neste caso, o valor da obra seria de R$ 300 mil. Como a chuva cessou, a equipe estabilizou o rompimento da galeria à tarde. A via ficou interditada em meia pista.

“Gradativamente, vamos estabilizar o processo erosivo que se formou em decorrência do rompimento da galeria e reassentar as células (sistema de galeria)”, adiantou Rodrigues sobre o cronograma da obra, que irá custar R$ 50 mil aos cofres públicos. A previsão é de que os reparos sejam concluídos ainda neste sábado (27). 

 

Cinco pontos de risco 

Secretário de Obras, Sidnei Rodrigues apontou mais cinco pontos em Bauru com risco de rompimento de galerias pluviais: rotatória entre o Santa Luzia e Beija Flor, na Ponte do Rio Barreirinho; cruzamento das ruas Rosa Malandrino com Marcos de Paulo Raphael (Mary Dota); quadra 5 da rua Aricanduva (Jardim das Perdizes - região do Pagani); quadra 19 da avenida Cruzeiro do Sul; e quadra 1 da rua Benevenuto Tiritan, na Vila Santista. 

Rodrigues não estimou o valor total das obras porque necessitaria de levantamento detalhado, mas adiantou que a prefeitura teria dinheiro para executar apenas três delas. “Para concluirmos as outras duas, dependeríamos de recursos do Estado ou da União”. 

Para resolver o problema da cidade no que diz respeito a obras de tapa-buracos, galerias e terraplanagem, seria necessária verba total de R$ 6 milhões, montante, inclusive, que o Executivo não dispõe no momento, segundo informou Sidnei Rodrigues. 

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