Cultura

Barbada?

João Pedro Feza
| Tempo de leitura: 2 min

Reprodução/Internet
Ele concorre a melhor ator por  “O Regresso”

O ex-meia do Real Madrid, Guti, declarou durante a semana que Neymar merecia Oscar de melhor ator. Se o atacante do Barça é dado a encenações ao cair após esbarrões, é outra história. Hoje, o Oscar de melhor ator parece ter campo aberto, sem falta, para Leonardo DiCaprio. 

Para muitos analistas, enfim, chegou a hora. Há críticos, como André Miranda, que consideram mesmo uma “barbada” a esperada vitória do astro. Será tão fácil? 

Não é de hoje que DiCaprio, que surgiu para o mundo do cinema em 1991 com o “terrir” “Criaturas 3”, está no páreo. Por “Gilbert Grape – Aprendiz de Sonhador” (1993) concorreu como melhor coadjuvante. 

Não parou mais: em outras três vezes foi lembrado, mas ficou no “quase”:  quase levou Oscar de melhor ator por “O Aviador” (2005) e repetiu a indicação por “Diamante de Sangue” (2007) e “O Lobo de Wall Street” (2014). 

Vale observar, contudo, que nem de longe se trata de um perdedor: faturou muitos prêmios na carreira, inclusive o prestigiadíssimo Globo de Ouro por “O Lobo..”, “O Aviador” e “O Regresso” (2015), fora Bafta e AACTA Awards (por “O Grande Gatsby”, de 2014). 

Ele levou, ainda, o Festival de Berlim por Romeu & Julieta (1998). Do Urso de Prata (como é chamado o prêmio do festival alemão) ao urso que DiCaprio enfrenta em “O Regresso”, uma coisa parece certa: a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas deve, enfim, entregar a estatueta àquele que, um dia, virou estrela global por seu papel em “Titanic” (1997). 

O que fãs de todo o mundo esperam é que, dessa vez, Leonardo DiCaprio não fique a ver navios.

 

‘Davi x Golias’

Tem brasileiro talentoso na disputa da 88ª edição do Oscar em Los Angeles: trata-se do animador Alê Abreu. Ele concorre com a animação “O Menino e o Mundo” (orçamento de R$ 1,6 milhão) e, nos últimos dias, apareceu otimista em entrevistas. Se ganhar, contudo, será surpresa. Seu concorrente direto é “Divertida Mente”, da Pixar (que custou cerca de R$ 175 milhões).   

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