| João Rosan |
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| “A gente sabe que não pode errar, quem perder está fora”, ressalta o técnico bauruense |
Com o Flamengo definido como campeão do grupo F e adversário do Paschoalotto/Bauru no Final Four da Liga das Américas, agendado para os dias 11 e 12 de março, em sede que será definida pela Fiba, o técnico do time bauruense, Demétrius Ferracciú, comenta o que espera do momento decisivo da competição em que o Paschoalotto busca o segundo título para se igualar ao Peñarol de Mar del Plata, da Argentina, como maior campeão da história do torneio. Além de Bauru contra Flamengo, o Final Four tem o duelo entre Mogi das Cruzes e Guaros de Lara, o “intruso” venezuelano entre os times brasileiros. O treinador acredita em jogo tenso e definido em detalhes, lembrando que a competição muda no Final Four, com um jogo eliminatório no primeiro dia. Os vencedores disputam o título.
Demétrius afirma que não tinha preferência por determinados adversários. “Neste momento da competição e até pelas características da nossa equipe, não vamos escolher adversários. Saiu o Flamengo, é um time muito forte e certamente vai ser um jogo duro, para nós e para eles. Respeitamos o Flamengo, mas sabemos do nosso potencial”, declara. A decisão da vaga em apenas uma partida é um fator a mais na dramaticidade da briga pela final. “É um jogo tenso. A gente sabe que não pode errar, quem perder está fora. Mas, ao mesmo tempo, nossa equipe é experiente e sabe digerir bem estes momentos difíceis”, analisa Demétrius.
O técnico do Paschoalotto entende que o “fator casa” deve ser relativizado neste momento da Liga das Américas. “Se o Final Four for no Rio de Janeiro, o fator casa, ao mesmo tempo que pode ajudar o Flamengo, pode pesar. Como no ano passado, que eles jogaram em casa e perderam na semifinal (para o Pioneros de Quintana Roo, do México). Tem os dois lados”, avalia.
Lesões
O Paschoalotto vive momento delicado na temporada, com lesões em jogadores importantes. A equipe já não vinha contando com o armador Paulinho Boracini, que se recupera de edema ósseo no joelho esquerdo, e perdeu o pivô Rafael Hettsheimeir, que sente incômodo na panturrilha esquerda. Além deles, o armador Ricardo Fischer não está 100% fisicamente, com desconforto na coxa direita, e vem tendo os minutos de quadra dosados para evitar uma lesão.
Demétrius afirma que a intenção é que todos estejam recuperados a tempo da disputa do Final Four. “Neste momento não tem um diagnóstico. Eles estão em observação e vamos aguardar a evolução do tratamento. Estamos esperançosos”, comenta. O técnico, no entanto, valoriza a participação dos suplentes, que ganharam mais tempo de jogo. “Quem está vindo para a quadra tem entrado com força e qualidade e ajudado a equipe”, elogia.
Respeito ou temor?
Uma polêmica marcou o confronto entre Guaros de Lara e Flamengo, no último domingo (28) à noite, que definiu os classificados do grupo F ao Final Four da Liga das Américas. Já no final do jogo, com um placar que classificava cariocas e venezuelanos, restava apenas saber quem seria o primeiro do grupo e enfrentaria o Paschoalotto/Bauru. Porém, a impressão que ficou que nenhum dos dois times fazia muita questão de ser o campeão da chave.
No fim do jogo, o Flamengo fazia um placar, mesmo perdendo, que lhe dava a primeira colocação. Foi aí que ocorreu um lance que causou estranheza a todos que acompanharam a partida. Falta desnecessária do rubro-negro Marquinhos em Damien Wilkins. O norte-americano do Guaros de Lara cobrou os lances livres de forma bizarra, errando propositalmente, aparentemente para não fazer um resultado que deixasse sua equipe campeã da chave e “favorecesse” o Flamengo. Tudo isso seria para fugir do Paschoalotto?
O técnico Demétrius analisou a inusitada sequência de lances. “Isso mostra o respeito que a gente coloca hoje no continente. Equipes errando lances livres para não nos enfrentar. Mas também cabe a nós fazermos valer este respeito na quadra”, pondera.
Demétrius afirma que não é favorável a jogar para “direcionar a tabela”, fugindo de confrontos ou escolhendo oponentes. “Na minha carreira nunca escolhi adversário. Não gosto disso, porque escolhendo você acaba escolhido. Já vi seleções fortíssimas escolhendo adversários e se dando mal. Uma hora você paga. Mas cada um tem sua consciência”, conclui.
