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| Parte da cabeceira desmoronou e ameaça ponte em Arealva |
A chuva dos últimos dias voltou a danificar pontes e prejudicar moradores da zona rural de Arealva (41 quilômetros de Bauru). Prejudicados com interdições nas estradas, sitiantes têm que recorrer a vias alternativas mais longas para sair de casa ou chegar a propriedades rurais. O percurso aumenta em até 20 quilômetros. Nessa terça-feira (1) moradores divulgaram em rede social fotos de trechos interditados, como a ponte sobre o ribeirão Bonito que dá acesso ao bairro rural Santa Izabel e Bairros dos Gomes.
Em janeiro o local foi interditado quando uma forte tempestade solapou o barranco do aterro da ponte. A prefeitura instalou uma lona e posteriormente cobriu os buracos e trocou a estrutura de madeira.
Em contato com o JC, moradores reclamaram que o serviço não teria sido a contento, porque nos últimos dias há novo buraco na cabeceira da ponte e existe ameaça da estrutura de madeira ser levada pela enxurrada se chover mais forte. Nesta ponte há trânsito de kombi escolar de transporte de alunos para Arealva. “Os alunos não estão indo à escola, a perua não tem como passar nessa ponte”, alegou uma moradora que não quis se identificar.
A reportagem conversou com mais moradores por telefone que reclamaram que além da demora, a prefeitura não tem conseguido dar conta das obras emergenciais. “A chuva foi fraca em relação à tempestade de janeiro que atingiu a região e, mesmo assim com menos intensidade, ela continua provocando estragos. O serviço não foi bem feito, com material de segunda”, declarou um morador. As pessoas ouvidas pediram para não se identificar por temerem represálias.
Procurado pelo JC, o fiscal geral de estrada da Prefeitura de Arealva, Euclides Longo Bom, atribui a chuva dos últimos dias como a responsável pela dificuldade das equipes da prefeitura fazerem reparos no local. “Essa ponte rodou e caiu quando houve a chuva forte em janeiro. Foi feita uma ponte nova, mas como a chuva está intensa desde 12 de janeiro, a terra da cabeceira está muito molhada. Há cinco dias, próximo da fazenda Santa Rita, a chuva atingiu 170 mm. Esse ribeirão nasce nesta região, próximo ao aeroporto Moussa Tobias. Ali estouraram três cabeceiras de ponte e uma represa. Essa quantidade de água desceu rio abaixo, mudou o curso do manancial e danificou a parede de sustentação da ponte. Como continua chovendo não tem como mandar máquina para trabalhar neste local”, declarou.
Segundo ele, no município de Arealva rodou 30 pontes e 10 precisam ser reconstruídas.
