Geral

Córrego Água da Forquilha recebe despejo de esgoto em Bauru

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 2 min

João Rosan
Esgoto escorre de interceptor do DAE e vai direto para o córrego, um dos afluentes do Rio Bauru
Márcio alerta que a situação pode piorar se nada for feito

Uma “cascata” de esgoto deságua no Córrego Água da Forquilha, um dos afluentes do Rio Bauru, em área de chácaras paralela à avenida Comendador da Silva Martha, no sentido Centro-Bairro. No local, é possível ver a água suja escorrendo de um interceptor do Departamento de Água e Esgoto (DAE), que se rompeu após erosão formada no terreno.   

A denúncia foi feita pelo advogado Márcio Gomes Lazarim, 50 anos, cujo cliente é proprietário da chácara. Segundo ele, o despejo do esgoto no córrego ocorre há mais de dois anos. “Esse córrego nunca serviu de despejo de esgoto. Era limpo. Já acionamos o DAE várias vezes, sem sucesso. A tendência é ficar cada vez pior. Já alterou até o curso do córrego”, critica.

Márcio se mostrou preocupado com consequências à saúde de quem frequenta o local, uma vez que a água poluída provoca doenças como cólera, disenteria, meningite, amebíase e hepatites A e B. “Crianças brincam no córrego frequentemente e o gado aproveita para beber água”, revela.   

Além dos danos à saúde, o esgoto lançado no córrego, sem nenhum tipo de tratamento, pode até gerar desequilíbrio no ecossistema aquático, apontam especialistas. Conforme o JC já divulgou em reportagens, o esgoto doméstico consome oxigênio em seu processo de decomposição, causando a mortalidade de peixes. Os nutrientes (fósforo e nitrogênio) presentes nesses despejos, quando em altas concentrações, ainda causam a proliferação excessiva de algas, o que também desequilibra o ecossistema local.

“Acredito que o emissário de esgoto venha de um condomínio. Só não entendi porque passa tão perto do córrego, praticamente sobre ele. Na minha opinião, é algo que não pode acontecer. Um descuido”, destaca o advogado Márcio Gomes Lazarim.

Assim que a reportagem recebeu a denúncia, acionou o DAE. Na ocasião, a autarquia disse que o rompimento do interceptor do córrego foi causado devido a fortes chuvas e que teve conhecimento do caso no segundo semestre do ano passado. Alegou que “já está na programação da autarquia os reparos, que contemplará os serviços de contenção da erosão, recuperação do solo e implantação da nova rede”, finalizou.

Comentários

Comentários