No início os faraós do Egito tinham poder absoluto e eram considerados semideuses. Daí assírios, persas, ainda reis absolutos, com poder de vida e morte sobre seus súditos. A Grécia, berço da democracia com os atenienses, cria a Oligarquia e a Aristocracia e até mesmo a democracia direta, onde todos os cidadãos tinham direito igual em assembleia, embora excluíssem a plebe, mulheres e escravos.
Com o império romano, a democracia se torna representativa e até é criada a república e o senado, mas acaba em imperadores, na sua maioria tiranos. Na idade média (era da escuridão), nada se fez, ocorrendo um recuo na democracia e nas cidades e reinos foram constituídos feudos, onde nobres senhores destes feudos tinham poder de vida e morte sobre seus súditos. A única evolução conhecida foi o início no século XIII, da promulgação da Carta Magna, limitando a lei os poderes do rei e, posteriormente, o início do parlamentarismo inglês com a constituição da Assembleia dos Nobres. Com o renascimento, ressurge a propriedade privada, a liberdade de expressão e o direito de ir e vir, suprimidos na idade média, mas continua o regime autocrático absolutista.
Na Revolução Francesa os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade e a declaração de direitos do homem. A revolta com a exploração da população fez com que ideais democráticos fossem revitalizados, sendo depois consagrados na revolução americana, definindo a democracia moderna, com igualdades dos três poderes, promulgação da primeira constituição escrita e a declaração de que todo homem tem direito à vida, à liberdade e à busca da felicidade.
Em 1917, a revolução bolchevique na Rússia cria o socialismo e com ele a definição de ditadura do proletariado. Já na segunda metade do Século XX, em alguns estados europeus, o sistema democrático e parlamentarista é associado à social democracia, causando grande bem-estar à sua população e associando um regime econômico capitalista e com um regime político democrático e voltado para o social e para o bem-estar da população.
Hoje vemos que a busca da felicidade definida nos ideais da democracia americana continua, mesmo assim nas maiores democracias do mundo. No entanto, na Índia, a maior democracia do planeta, a democracia não foi capaz de solucionar os imensos problemas sociais como: o desrespeito e até estupro de mulheres, a falta de mobilidade social devido as castas etc. A segunda, EUA, pode nestas eleições eleger um aloprado como Donald Trump, que por si só pode acarretar problemas para os EUA e o resto do mundo. A terceira, a Indonésia, vive problemas com os radicais islâmicos e ainda mesmo sendo um país democrático, permite a perseguição a cristãos, e pouquíssima liberdade religiosa na prática.
A quarta maior democracia do mundo, o Brasil, que vem de uma constituição denominada Constituição Cidadã, no entanto, vive o segundo processo de impeachment em 25 anos, com o aparelhamento de grande parte da máquina pública e do judiciário e graves problemas de corrupção no legislativo e executivo, convive com a eleição e reeleição de uma presidente inapta levando o país à sua mais grave crise, sem perspectiva de melhora a curto prazo.