Política

Telma e Bussola deixam PMDB e PT e anunciam filiação ao PDT

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

Fotos: Quioshi Goto
Médica e parlamentar em primeiro mandato, Gobbi pode ser lançada a vice ou a prefeita; Sandro alega “fim de ciclo” para justificar seu desligamento do PT, que já presidiu

A partir de sexta-feira (4), o número de cadeiras do PDT na Câmara Municipal de Bauru saltará de uma para três, com as filiações dos vereadores Telma Gobbi e Sandro Bussola, que oficializaram nessa quarta-feira (2) suas saídas do PMDB e do PT, respectivamente. No Legislativo, eles se juntarão a Fabiano Mariano, presidente da sigla. Um ato com a participação de integrantes do diretório estadual pedetista deve formalizar a chegada dos novos membros nessa sexta.

As migrações têm como alvo o processo eleitoral deste ano e o objetivo da cúpula pedetista é lançar Telma como integrante de uma chapa majoritária na corrida, seja como candidata a prefeita ou a vice, de acordo com o desenrolar das articulações político-partidárias.

A parlamentar confirma a disposição para a possibilidade, mas observa que está despida de vaidades, caso as negociações a levem a disputar mais um mandato no Legislativo de Bauru. “Mesmo sabendo que pode ser mas difícil me eleger na mesma chapa que o Mariano e o Sandro, tomei essa decisão porque quero discutir a cidade”.

Ela entrou sua carta de desfiliação do PMDB ao presidente da legenda, Renato Purini, nessa quarta. “Saio sem nenhum problema e após um bate-papo muito tranquilo com ele. Sou muito grata, mas acho que não me encaixei lá. Gostei da união que o PDT demonstra ter. O fato de haver reuniões do partido com frequência também chamou atenção”, explica Gobbi.

Telma se filiou ao PMDB em 2012 para disputar sua primeira eleição para cargo eletivo. Na ocasião, negociou também com o PSDB, o DEM e o PV.

Após 18 anos

Já Sandro Bussola era filiado ao PT há 18 anos, tendo sido presidente do partido por dois mandatos subsequentes. Em carta dirigida a “companheiros e companheiras”, ele destaca conquistas da sigla externa sua gratidão à legenda e à vice-prefeita Estela Almagro e ao ex-vereador José Carlos de Souza Batata, outro militante histórico recém-desligado do partido.

Nos últimos anos, Bussola protagonizou embates internos com os dois, mas garante que as rusgas ficaram no passado e atribui a mudança de “casa” ao “fim de um ciclo” e à identidade de seu mandato em relação ao PDT.

Este também foi o caminho do deputado estadual Ângelo Perugini, a quem o vereador apoiou no pleito de 2014. Junto do vereador, outras 15 pessoas que integram seu grupo político na cidade devem deixar o PT nas próximas semanas.

Janela

Apesar da lei da fidelidade partidária, nem Sandro nem Telma correm risco de perder seus mandatos, graças à janela criada pela minirreforma eleitoral que autorizou as migrações entre os dias 18 de fevereiro e 18 de março. Outros vereadores de Bauru devem se valer da nova regra até o fim do prazo.

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