| Priscila Medeiros/Divulgação |
![]() |
| Reunião entre o primeiro escalão do governo e o comando do sindicato aconteceu nessa quinta-feira (3), no gabinete do prefeito |
Em reunião com a diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm), o prefeito Rodrigo Agostinho apresentou nessa quinta-feira (3) a proposta de reajuste salarial de 2,5% à categoria para a data-base deste ano, apesar da inflação acumulada em mais de 10% nos últimos 12 meses.
O governo sugeriu ainda ampliar o vale-compras de R$ 310,00 para R$ 330,00 e manter em R$ 300,00 o valor do abono que substitui o vale-refeição pago a parte dos funcionários.
Além do prefeito, participaram do encontro o chefe de Gabinete, Arnaldo Ribeiro, os secretários municipais de Finanças e de Administração, Marcos Garcia e Célio Bucceroni, além de os presidente da Emdurb, Nico Mondelli, e da Funprev, Donizete do Carmo dos Santos.
O governo alega que esta é a proposta viável diante dos resultados das receitas apuradas nos primeiros dois meses de 2016. Até agora, o município arrecadou R$ 121,8 milhões, apenas 3,3% a mais do que os R$ 118 milhões obtidos no mesmo período do ano passado. “Um acréscimo pequeno diante da inflação”, pondera nota enviada ao JC.
Além disso, a administração municipal já gasta 51,26% da sua Receita Corrente Líquida com folha de pagamento, sendo que a Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece o limite prudencial de 51,30%.
“O prefeito e os secretários destacaram que, obviamente, essa não é proposta que gostariam de apresentar aos servidores, mas é o exequível diante da realidade financeira”, informa nota.
Greve à vista
Advogado do Sinserm, José Francisco Martins declarou, após a reunião, que a proposta apresentada pelo governo soa até como provocação. “A prefeitura não se preparou, mesmo com toda a política de austeridade adotada, que prejudicou principalmente os servidores com o corte de horas extras e pagamentos de licenças-prêmio, enquanto o número de comissionados caiu apenas de 128 para 122”, pontua.
Ele adiantou que é consenso entre os diretores do sindicato a apresentação de indicativo de greve em assembleia com a categoria marcada para a próxima quinta-feira (10).
No ano passado, quando o funcionalismo também não foi contemplado com a reposição da inflação em seus salários, dois movimentos de paralisação foram deflagrados.
Reivindicação
A pauta inicial apresentada pelo Sinserm pedia a recuperação salarial de 18,47% referente às datas-bases de 2015 e 2016, além da gradativa recuperação de perdas de anos anteriores, dividindo o acumulado de 40% entre os meses até o final do ano.
Ainda nas cláusulas econômicas, a entidade pede aumento do vale-compra de R$ 310,00 para R$ 450,00 e do abono que substituiu o vale-refeição de R$ 300,00 para R$ 350,00, estendendo o benefício a todos os trabalhadores.
