Politicando

Em Bauru, Paulo Skaf pede renúncia de Dilma

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 4 min

Samantha Ciuffa
Campanha ‘#NãoVouPagaroPato’ recolheu assinaturas em Bauru

No dia em que a Polícia Federal (PF) deu início à nova fase da Operação Lava Jato, com busca e apreensão dentro da casa do ex-presidente Lula (leia mais nas páginas 15, 16, 17, 18 e 19), o líder da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Paulo Skaf, defendeu a renúncia de Dilma Rousseff (PT). Ontem, Skaf visitou Bauru e comentou que o fim da crise econômica dependeria da saída da petista.

Ele explica que a situação política afastou a credibilidade do governo brasileiro. “Os investimentos e o consumo têm de voltar a acontecer. Contudo, não há investimentos nem consumo com desconfiança. Diante disso, ao meu ver, uma solução rápida seria a renúncia da presidente Dilma. Caso isso ocorra, certamente, as coisas poderiam começar a caminhar”, argumenta.

Skaf acrescenta que a economia brasileira encolheu 3,8% em 2015, sendo que a de outros países cresceu de 3% a 4%. Segundo ele, está claro que a crise econômica não pode ser atribuída ao contexto internacional. Além disso, o Brasil perdeu 1,6 milhão de empregos nesse período e, para este ano, a perspectiva também não é das melhores. “Não dá para ficar assim. Por isso, estarei com minha família na manifestação pública do dia 13 de março”, revela.

Outro item que causa incômodo em Skaf, além da crise econômica, é o ajuste fiscal proposto pelo governo federal. “Já pagamos R$ 2 trilhões por ano em impostos e a solução não é aumentar esse valor, mas reduzir os gastos e acabar com a corrupção. Talvez, se eliminasse a corrupção, nem seria necessária a redução de gastos, porque os recursos apareceriam automaticamente”, frisa.   

Reação
Para reagir diante do ajuste fiscal, a Fiesp, em parceria com o Ciesp, lançou a campanha “#NãoVouPagaroPato”, que chegou a Bauru no dia 19 de novembro do ano passado, conforme noticiado pelo JC. Na ocasião, a organização levou um pato inflável de três metros de altura para incentivar a coleta de assinaturas em frente à ITE, na região da Vila Pacífico.

Ontem, houve mais uma ação para recolher rubricas da população, desta vez, na Praça Rui Barbosa, no Centro de Bauru. Inclusive, o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, passou pelo local antes de seguir viagem para outras três cidades da região: Agudos, Borebi e Macatuba (leia mais abaixo). “Já coletamos 1,2 milhão de assinaturas e a campanha durará até o governo desistir de criar ainda mais impostos”, pontua.

APOIO
Quem deu todo apoio à iniciativa foi o assistente administrativo Fábio Ferrari, 38 anos. “Não sou contra o pagamento dos impostos, mas deveria ter menos”, defende.

Já a dona de casa Amarilda Ferreira da Silva, 49 anos, que também participou do abaixo-assinado, percebeu que o dinheiro que ganha não está sobrando, como ocorria há três ou quatro anos. “Tudo subiu e queria que os preços parassem por aí”, justifica.


Convênio deverá formar 3,5 mil atletas na região

Depois que assistiu à apresentação da equipe de judô do Sesi, Paulo Skaf partiu para o Ciesp de Bauru, onde renovou um convênio com a prefeitura, que aplica a metodologia do Sesi para a prática esportiva. É o Programa Atleta do Futuro (PAF), que deverá atender 3,5 mil jovens em Agudos, Bauru, Borebi, Igaraçu do Tietê, Jaú, Macatuba e Pederneiras.

Skaf explica que o programa se utiliza da infraestrutura das cidades e abre uma janela para que os jovens pratiquem esporte, mesmo não sendo alunos do Sesi. “Nós já temos esse convênio com 235 municípios de todo o Estado de São Paulo e atendemos, em média, 100 mil jovens”, revela.

O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) chegou atrasado para a assinatura da parceira, por conta da visita do secretário de Estado da Saúde, David Uip, que anunciou uma reforma de R$ 20 milhões no Hospital Manoel de Abreu. Porém, isso não impediu que o convênio fosse firmado. “É uma grande satisfação assinar mais uma etapa desse programa”, conclui o chefe do Executivo.


De olho nas Olimpíadas

O primeiro compromisso de Skaf ao chegar a Bauru foi assistir à apresentação da equipe de judô do Sesi, que conta com 76 atletas, sendo que 46 são de alta performance, ou seja, terão condições de competir nas Olimpíadas de 2020. Eles assistiram a uma palestra motivacional das jogadoras de vôlei, além de bicampeãs olímpicas, Fabiana e Jaqueline. À noite, a equipe do Sesi, da qual elas fazem parte, disputou a Superliga com o Concilig Vôlei Bauru.

Para Fabiana, passar sua experiência aos atletas olímpicos em potencial traz grande alegria. “Sabemos que a vida de atleta não é fácil, independentemente da modalidade, mas a gente não pode desistir”, aconselha.

Jaqueline, por outro lado, fala sobre a expectativa de disputar as Olimpíadas deste ano. “Poderei estar com minha família, meus amigos e toda a torcida, já que o evento ocorrerá no Brasil. É um incentivo a mais”.

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