Regional

Pederneiras tem decreto homologado

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Divulgação
Pedreira represou água que seguiria ao Ribeirão Pederneiras

O governo do Estado homologou decreto de emergência pública em Pederneiras (26 quilômetros de Bauru) em razão da enchente histórica de janeiro, que alagou cerca de 150 imóveis e deixou cerca de 400 desalojados. Conforme divulgado pelo JC, ontem, Lençóis Paulista teve o estado de calamidade pública reconhecido pelo Estado.

No caso de Pederneiras, segundo a prefeitura, o decreto vale por 180 dias e é retroativo a 9 de janeiro. O documento, que pedia a decretação do estado de calamidade pública, foi assinado pelo prefeito Daniel Camargo (PSB) no dia 13 de janeiro. Porém, o governo do Estado considerou que a situação na cidade era de emergência, e não calamidade.

De acordo com o Executivo, ao homologar a situação de emergência, o Estado reconhece que o município “passa por uma situação anormal em razão de um desastre e que, apesar de ter uma capacidade inicial de resposta, ainda assim o município requer auxílio complementar do Estado e/ou da União para ações de socorro e recuperação”.

Os prejuízos causados pela enchente, segundo a prefeitura, ultrapassam R$ 22 milhões.

Enchente
Entre a noite do dia 12 de janeiro e a madrugada do dia 13, a forte chuva que atingiu a região fez com que o Ribeirão Pederneiras e o Córrego Monjolo transbordassem. Durante a enchente, considerada a pior da história de Pederneiras, cerca de 150 imóveis foram invadidos pela água e aproximadamente 400 pessoas ficaram desalojadas.

O caso mais grave foi o do açougueiro Janilson Jovan Duarte, 40 anos. Ele desapareceu na noite do dia 12, quando saiu do trabalho para visitar um familiar. O carro dele, um Corsa Classic, foi encontrado pelo Corpo de Bombeiros na tarde do dia 13, no leito do Ribeirão Pederneiras, mas o corpo de Janilson só foi localizado no dia 16.

A enchente também comprometeu serviços públicos importantes, como o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), referência regional no tratamento odontológico, a CMEI Maria Angela Pisani Pereira, a Secretaria de Assistência Social e o SEMA, que produz mais de dez mil refeições diárias para as escolas e creches municipais.

O JC apurou que a tragédia na cidade só não foi maior porque pedreira no bairro Itatinguy ajudou a represar parte da água que seguiria para o Ribeirão Pederneiras.


MP apura

O Ministério Público (MP) em Pederneiras instaurou inquérito civil para apurar se a enchente foi provocada ou agravada pelo rompimento de represas localizadas em propriedades rurais. Uma delas tinha cerca de 17.575 metros quadrados. Além disso, a Promotoria irá cobrar monitoramento de pelo menos outras duas barragens que, conforme a Defesa Civil, também correm risco de romper. Segundo a prefeitura, também foi constatado rompimento de represas no bairro rural de Itatinguy e região da Floresta Estadual.


 

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