Geral

Ato prega combate ao machismo e mais direitos às mulheres

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Douglas Reis
Participantes, inclusive crianças, seguram cartazes durante ato realizado na praça Rui Barbosa

A busca por mais igualdade e direitos para as mulheres levou cerca de 60 pessoas para o Centro de Bauru, na manhã desse sábado (5). Com bandeiras e cartazes com frases de exaltação ao universo feminino e pregando o combate ao machismo e mais direitos, a 1.ª Marcha das Mulheres teve início na praça Rui Barbosa e seguiu pelo Calçadão da Batista de Carvalho, terminando com um ato na Praça Machado de Mello, que contou com apresentações culturais e rodas de conversa sobre o tema da Marcha: “Políticas para toda mulher em todo lugar”.

Origem

Promovido pelo Comitê de Combate ao Machismo, o evento ocorreu em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado na próxima terça-feira. Fundada em 2013, a entidade surgiu após a Macha das Vadias.

A efetivação da Lei Maria da Penha, que completa dez anos em 2016, mas ainda não é aplicada em sua plenitude e a extensão desse direito às transexuais são alguns dos temas defendidos pela entidade e que foram levados ao ato nesse sábado (5).

“De que adianta a Lei Maria da Penha, um Centro de Referência, um abrigo e uma delegacia especializada para a mulher, se muitas nem sabem que possuem esses direitos? Precisamos de mais divulgação. Além disso, deve haver igualdade no tratamento dos transexuais, que deveriam ter direito a esse aparato também”, critica Francimeire Coelho, integrante do Comitê.

Outra questão defendida pelo movimento feminista e levada ao evento ontem foi a do direito da liberdade de escolha em relação à maternidade.“Enquanto o Estado marginaliza o aborto, muitas mulheres morrem abortando. Precisamos de políticas públicas, não adianta somente proibir”, aponta.

A militante acrescenta que o mercado de trabalho ainda não garante estabilidade de fato às gestantes e ainda age de forma machista. “A mulher é vista como um produto. Na maioria das vezes, acaba abandonada na gestação”, comenta. “Temos salário em média 30% menor que o dos homens e, dificilmente, somos cotadas para cargos de chefia e na política”, fecha questão.

A importância da inclusão de discussões sobre questões de gênero nas escolas também foi abordada. “Precisamos desconstruir os papeis sociais do homem e da mulher impostos socialmente para acabar com o preconceito. É preciso levar adiante o questionamento sobre o que é ser homem e o que é ser mulher”, opina a militante.

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