| Luiz Andretto/Divulgação |
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| Corpo estava dentro do carro em uma estrada de terra |
Os restos mortais de uma pessoa foram encontrados dentro do porta-malas de um veículo Gol, na manhã desse domingo (6). O carro foi incendiado em uma estrada de terra, que dá acesso à Fazenda Morro Vermelho, localizada no bairro Santa Helena, em Jaú (47 quilômetros de Bauru). O estado do corpo não permite, em princípio, sequer identificar seu sexo biológico. No entanto, diligências da Polícia Civil sugerem tratar-se de um homem, usuário de drogas.
A provável vítima do homicídio, não mais vista desde a tarde do último sábado (5), teria comprado o automóvel queimado recentemente, em um estacionamento da cidade.
“Conseguimos achar a placa, identificar o chassi do veículo e, a partir disso, identificamos o proprietário. Chegamos até ele, que informou ter vendido o carro há cerca de um mês para o estabelecimento, onde ele foi vendido a um usuário de drogas”, explica o delegado Nelson Henrique Júnior, que esteve no local do crime.
Ao Jornal da Cidade, a autoridade policial relatou que, no porta-malas, o corpo da vítima estava em pedaços. “Irreconhecível. Apenas o DNA conseguirá identificá-la de fato”.
HIPÓTESES
A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jaú cuidará do caso a partir de agora. O delegado Nelson Henrique comenta, porém, que há três hipóteses acerca da causa morte: a de que a pessoa tenha sido queimada viva; a de que tenha sido morta com um tiro e, posteriormente, queimada; ou até de que, antes, tenha sido esquartejada.
Uma capsula de revólver teria sido encontrada no interior do carro. A Polícia Científica esteve local para a realização de perícia técnica. Os restos mortais foram levados ao Instituto Médico Legal (IML).
NA MADRUGADA
O delegado destaca ainda que o carro e a vítima devem ter sido incendiados na madrugada de sábado para domingo. “Quando chegamos ao local [na manhã de domingo-6], o veículo ainda estava quente. Calculamos que, com o fogo, a temperatura tenha ultrapassado a marca dos 1.000 graus. Não sobraram sequer os vidros”, conta Nelson Henrique Júnior.
