| Aceituno Jr. |
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| Roger Augusto Ferreira, Maria Eduarda Guelfi, Leandro Seabra Pinto, Giuliana Serrano e Luiza Alessandra Dias de Araújo estão começando a faculdade em 2016 |
Os bauruenses já estão acostumados: entre fevereiro e março, os "bixos" começam a chegar na cidade - e seus veteranos a voltar. Não por acaso, com mais de uma dezena de instituições de ensino superior, entre públicas e privadas, Bauru é uma das cidades mais universitárias do Interior Paulista e do Brasil.
São mais de 35 mil estudantes de nível superior em Bauru, de acordo com dados da prefeitura, para uma população estimada em 366 mil habitantes em 2016, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Ou seja, os universitários representam quase 10% dos moradores da cidade. Se considerados ainda os alunos de pós-graduação (especialização, mestrado e doutorado), são mais 5 mil estudantes, o que leva o número de alunos matriculados em nível superior e pós-graduação para um total de 40 mil pessoas. Destes, cerca de 8 mil são calouros.
Em meio a muitos bauruenses, que aproveitam a boa oferta de cursos das mais variadas áreas (humanas, exatas, biológicas e saúde), muita gente de fora chega em busca do tão sonhado diploma universitário.
Esse contingente é especialmente elevado nas instituições públicas – o repórter que escreve este texto, por exemplo, é "bauruense da gema" e, quando estava no curso de jornalismo na Unesp, dividia a sala com 38 colegas de fora da cidade e apenas um daqui.
Sem pais
| Aceituno Jr. |
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| Giuliana Serrano e Luiza Alessandra Dias de Araújo. Luiza, de 18 anos, saiu pela primeira vez da casa dos pais, em Rancharia, para estudar design de moda na USC. “Faz um mês que eu mudei para cá, e aqui eu faço tudo sozinha. Ir no mercado, arrumar a casa, acordar cedo para fazer tudo. Já sua colega de turma Giuliana Serrano, de 21 anos, veio de Búzios, no estado do Rio de Janeiro, mas está morando com a avó na Vila Cardia, em Bauru. “É bom por ser da família, mas em outras coisas estou fazendo tudo sozinha. Vi os cursos que tem em Bauru e me interessei por moda”, destaca. |
De perto
| Malavolta Jr. |
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| Pâmela Dias é de São Manuel, e mudou-se para Bauru há três semanas para cursar design nas Faculdades Integradas de Bauru (FIB). “Gostei da cidade neste pouco tempo que estou aqui. O que eu tenho mais dificuldade é com relação a emprego: imaginei que seria mais fácil conseguir uma vaga em Bauru, e está difícil, poucas empresas contratando. Não estou morando perto da faculdade, estou dividindo uma república com outras duas estudantes, de outras faculdades, e agora sigo “me virando”, aprendendo a fazer comida, porque eu não sabia. Minha mãe é quem fazia quando eu morava em São Manuel”, explica. |
Com gosto
| Fotos: Aceituno Jr. |
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| Romano G. Paschoarelli e Maria Eduarda Guelfi |
| Na Universidade do Sagrado Coração (USC), as aulas começaram há mais de um mês e, quem veio de outra cidade para estudar em Bauru, está em fase de adaptação à nova rotina. “Eu estou gostando da cidade, tem bastante coisa para fazer aqui. Eu já tinha morado fora de casa por dois anos, porque comecei letras na Unesp de Assis, mas saí e agora vim para cá estudar jornalismo”, menciona Maria Eduarda Guelfi, de 22 anos, que vem de Avaré. Quem também veio morar em Bauru para estudar é Romano Garrote Paschoarelli, de 19 anos, que é de Piraju e está começando o curso de jornalismo na USC. “Eu estou morando com o meu primo aqui, ele faz direito na ITE, está no segundo ano, e eu estou no primeiro ano na USC. Dividimos um apartamento perto do Bauru Shopping. Eu estou tendo que aprender bastante coisa, e dividimos as tarefas, ele cozinha e eu lavo a louça, por exemplo”, cita. |
Com tinta
| Fotos: Samantha Ciuffa |
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| Fernanda Borges e Gabriela Babelge |
| Já é tradicional a recepção dos calouros com tinta guaxe, com os veteranos pintando os novos alunos no início das aulas. Na Unesp, por exemplo, as estudantes Fernanda Borges, e Gabriela Babelge, ambas com 18 anos e “bixetes” do curso de ciências biológicas receberam um banho de tinta na última semana, quando começaram as aulas da Faculdade de Ciências. Fernanda veio de Guarulhos, na Grande São Paulo (é a segunda maior cidade do Estado, atrás apenas da Capital), e há menos de sete dias em Bauru, já percebe as diferenças entre sua terra natal e a Cidade Sem Limites. “Eu achei Bauru bem diferente de Guarulhos. De onde estou morando até a faculdade, indo de ônibus, levo uns 20 minutos. Se fosse em Guarulhos, para chegar nas principais faculdades que geralmente ficam em outras cidades, seriam de duas a três horas”, afirma. Sua colega de classe Gabriela veio de Santa Bárbara D’Oeste e disse estar se adaptando bem. “Estou morando perto da USP, com uma outra colega, e achei Bauru uma cidade bem prática”. |
Para evoluir
| Quioshi Goto |
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| Egon Schneider |
| Da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, para Bauru. O carioca Egon Schneider deixou a família há um mês para estudar ciências aeronáuticas na Instituição Toledo de Ensino (ITE), e está morando no alojamento do Aeroclube, que ele afirma ser uma referência importante para sua carreira. “Escolhi Bauru porque aqui é a capital nacional do voo a vela, é uma cidade que tem história na aviação, e eu tenho o sonho de ser piloto de avião. Serão três anos de estudo e também aulas práticas”, comenta. Ele gostou das primeiras impressões da sua nova cidade. “As pessoas parecem ser bem receptivas em Bauru. É um lugar bom aqui, estou fazendo amigos na faculdade e no Aeroclube”, resume. |
Da África
| Divulgação |
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| Aos 19 anos, Fernando Elias Filó vai ter sua segunda experiência em outro país. Ele é de Luanda, capital da Angola, e já estudou na Namíbia. Agora, veio para o Brasil, onde estuda produção audiovisual na FIB. “Sempre foi meu sonho conhecer o Brasil, por causa do carisma do povo brasileiro, são pessoas muito acolhedoras. Achei melhor ir para Bauru por ser uma cidade menor, mais calma, com pouco agitação. Quando cheguei no Brasil vi outra realidade, comparando com o que via pela TV, que mostra só a violência, mas há muita paz e tranquilidade no Brasil também”, cita. “Escolhi a FIB porque fui muito bem atendido. Foram bastante profissionais comigo”, completa. |
E nasce uma nova república
| Malavolta Jr. |
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| A República Havana reúne seis jovens da mesma sala. São alunos de ciências de computação da Unesp. “Compensa muito na hora de dividir as contas de supermercado e outras”, avalia Alexandre de Tomy Silva, 19 anos. Ele, que veio de Jundiaí, acaba de deixar um apartamento onde morava com um veterano para morar com os colegas do segundo ano do curso em casa na quadra 5 da rua Joaquim Fidélis, Vl. Universitária. E bagunça? “Tem, mas sempre damos uma geral. Hoje mesmo fizemos. O pessoal colabora”. Demais são Gabriel Tadashi Shima, 19, de Rio Claro; Pedro Munhoz Nery, 18, de São Paulo; Gustavo Alencar Silva Almeida Dantas, 18, de Bariri; Luccas Fernandes de Quadros, 19, de Osasco; e João Paulo Schiavon, 19, de Araraquara. |








