Economia & Negócios

Dólar tem leves variações ante real com cena política e Exterior, de olho em BC

Por Bruno Federowski | Reuters
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O dólar alternava entre leves altas e baixas frente ao real nesta segunda-feira (7), após marcar a maior queda semanal desde 2008, reflexo da maior probabilidade atribuída pelos investidores de que a presidente Dilma Rousseff não conclua seu mandato.    

O mercado de câmbio também era influenciado pelo quadro externo favorável e pela decisão do Banco Central brasileiro de manter a oferta de swaps cambiais para rolagem, após vender parcialmente o lote oferecido na sessão passada. 

Às 10h46, o dólar avançava 0,36%, a R$ 3,7742 na venda, depois de cair 5,93 por cento na semana passada. A moeda norte-americana atingiu R$ 3,7824 na máxima desta sessão e R$ 3,7350 na mínima.    

"O embalo doméstico foi muito forte, há uma certa euforia. Devemos ver alguma realização de lucro de recomposição de posições nesta semana", disse o operador da corretora B&T Marcos Trabbold.    

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi levado para depor na sexta-feira em nova etapa da operação Lava Jato sob suspeita de ser beneficiário de crimes envolvendo a Petrobras, aproximando ainda mais a investigação do atual governo.    

A reação do dólar foi engatar em forte queda frente ao real, já que muitos investidores entendem que eventual troca do governo pintaria um quadro mais favorável à recuperação da economia brasileira. Alguns operadores ponderam, porém, que essas incertezas políticas prejudicam ainda mais a governabilidade do país.    

Nesta sessão, a alta dos preços do petróleo e das ações chinesas, após diversas autoridades da China garantirem que a economia vai permanecer sólida, sustentavam o bom humor nos mercados externos.  

 

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