Regional

Marido acerta nome da mulher e ela acaba presa por falsificar documento

Thiago Vendrami
| Tempo de leitura: 2 min

Errar o nome da mulher pode causar muitos problemas para um homem. Porém, em Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru), um rapaz abordado pela Polícia Militar (PM) nesta quarta-feira (9) não portava documentos e indicou onde morava com a sua mulher e um filho, inclusive citando o nome deles.

Com as informações em mãos, a equipe da Ronda Ostensiva Com o Apoio de Motocicletas (Rocam), de Força Tática, foram à casa da família, localizada na Cohab Júlio Ferrari, para verificar documentos e situação do abordado.

O casal apresentou então os documentos. Porém, ele disse que o nome dela era Patrícia e ela entregou um RG com o nome de Juliana.

Para tentar consertar, disseram que Patrícia seria ex-mulher do rapaz. Não acreditando muito, os policiais solicitaram a certidão de nascimento da criança. No documento, como mãe constava Patrícia.

Ainda com suspeitas sobre os documentos, além de serem de Dourados, Mato Grosso do Sul, os policiais questionaram mais uma vez e obtiveram a confissão da mulher. Ela informou ser procurada pela Justiça no Estado do Mato Grosso do Sul.

Conduzida ao Plantão Policial, foi constatado realmente existir um mandado de prisão para a acusada Juliana Alexandre de Oliveira, 24 anos, que também teve voz de prisão em flagrante por uso de documentos falsos ratificada. Juliana foi transferida à Cadeia Pública Feminina de Pirajuí.

Vingar morte do irmão

Segundo informações obtidas com o Jornal Dourados News, no dia 26 de abril de 2013 Juliana foi flagrada com um revólver calibre 38, na ocasião em que foi presa por tráfico de drogas no local onde morava, em uma chácara em Dourados, Mato Grosso do Sul.

A arma seria utilizada para vingar a morte do irmão, André Alexandre Neto, o Zóio, na época com 19 anos, Ele foi assassinado no dia 18 daquele mesmo mês, com cinco tiros

Veja a matéria completa da prisão da mulher em Dourados, clicando aqui

 

De onde surgiu o nome Patrícia?

A acusada Juliana certa vez encontrou um título de eleitor e passou a utilizá-lo como documento, inclusive se internou com ele na maternidade onde nasceu o filho.

A partir desse documento, Juliana levantou o RG e o CPF da dona do título de eleitor via internet, em uma Lan House, para poder utilizá-los e receber benefícios.

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