| Quioshi Goto |
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| Bruno Pegorin, Riad Elia Said e Rodrigo Said, do Secovi, apresentam Estudo do Mercado Imobiliário |
Depois de registrar alta acentuada de preços, os valores dos imóveis residenciais novos em Bauru entraram em um patamar de estabilidade, com pequena elevação no ano passado. Após queda em 2014, o preço de apartamentos de um dormitório subiu 10,7%, se aproximando da quantia alcançada em 2013. Para este tipo de imóvel, que possui menor estoque disponível no mercado, o metro quadrado aumentou de R$ 4.390,00 para R$ 4.859,00. Já os apartamentos lançados com dois dormitórios tiveram alta de 3,7% - o metro quadrado subiu de R$ 4.567,00 para R$ 4.735,00.
Dentro do programa Minha Casa, Minha Vida, imóveis com dois dormitórios ficaram 5% mais caros no ano passado, com preço do metro quadrado a R$ 3.030,00. A única exceção ficou por conta dos apartamentos de três dormitórios, quase todos eles construídos na zona sul da cidade, que estão sendo comercializados a R$ 5.260,00, o metro quadrado - 3,1% menos do valor cobrado em 2014.
Divulgados nessa quarta-feira (9), os números constam do Estudo do Mercado Imobiliário de Bauru, elaborado pelo Departamento de Economia e Estatística do Sindicato da Habitação-SP (Secovi-SP) em parceria com a Robert Michel Zarif Assessoria Econômica. Segundo Bruno Pegorin, diretor de Economia e Estatística do Secovi em Bauru, acomodação saudável e esperada após a curva ascendente resultante do forte aquecimento do mercado imobiliário na última década.
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“Há um limite para oscilação de preço, para cima ou para baixo, de acordo com a capacidade de pagamento do comprador e com a inflação, que aumenta os custos do empreendimento com matéria-prima e mão de obra”, pondera.
Pegorin argumenta que, mesmo após o ‘boom’ imobiliário experimentado pelo setor, ainda há uma grande demanda reprimida por imóveis na cidade. Mas, diante de um momento de incerteza econômica, desemprego e restrição de acesso ao crédito, uma parcela destes potenciais compradores pode se manter em posição de cautela.
“Com isso, há um movimento de acomodação. Uma construtora com unidades em estoque irá aguardar que este volume chegue ao mínimo para lançar um outro empreendimento. Mas nada vai justificar uma queda brusca de preços para o futuro”, cita.
Equilíbrio
Diretor regional do Secovi em Bauru, Riad Elia Said explica que 2014 registrou recorde de lançamentos de prédios residenciais na cidade, o que levou a um aumento de 18% do estoque de apartamentos no ano seguinte - de 1.983 para 2.335 unidades. “Mas, no ano passado, a acomodação da quantidade de novas unidades lançadas equilibrou isso. O tempo oportuno para comprar é agora”, pontua.
Ele acrescenta que esta busca constante do mercado pelo equilíbrio entre unidades lançadas e comercializadas, realizada a partir de estudos para identificar perfis de demanda da cidade, deverá favorecer a manutenção de preços dentro destas pequenas oscilações nos próximos anos. Mas, até pela dificuldade de encontrar áreas em trechos da cidade já plenamente urbanizados, a tendência é de os prédios ficarem cada vez mais afastados do Centro e, em contrapartida, serem valorizados com oferta de serviços ou itens de acabamento para atrair consumidores.
Setor teve faturamento de R$ 821 milhões em 3 anos
A venda de apartamentos novos em Bauru movimentou R$ 821 milhões nos últimos três anos, segundo estudo elaborado pelo Secovi-SP. De um total de 5.545 unidades verticais lançadas entre janeiro de 2013 e dezembro de 2015, 3.210 foram vendidas.
Do total comercializado, 61% eram apartamentos de dois dormitórios, sendo 44% incluídos no programa Minha Casa, Minha Vida, com valores de até R$ 145 mil. Em seguida, aparecem os imóveis de três dormitórios, com 21% de participação em vendas, e de um dormitório, com 18%.
Em relação à distribuição geográfica, os lançamentos dos últimos três anos obedeceram a uma dinâmica já esperada e verificada ao longo dos últimos anos. Os imóveis de um dormitório ficaram concentrados próximos às regiões centrais com maior infraestrutura e oferta de transporte e serviços.
Já os apartamentos de três dormitórios, em áreas mais tradicionais da cidade, como Centro e zona sul. E as unidades de dois dormitórios, com distribuição mais abrangente, conta com opções nas regiões mais valorizadas e metragem maior, bem como alternativas econômicas.
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