| Caio Casagrande/Bauru Basket |
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| Jogador do Paschoalotto Ricardo Fischer |
Uma partida decisiva sem direito a erro. Jogo único que vale a continuidade do sonho do bicampeonato da Liga das Américas. O Paschoalotto/Bauru inicia o Final Four da principal competição do basquete da América Latina nesta sexta-feira (11), diante do Flamengo, em Barquisimeto, na Venezuela. A equipe bauruense entra em quadra às 18h45 (de Brasília), no ginásio Domo Bolivariano, em duelo que vale a presença na finalíssima, que será disputada amanhã. O jogo será transmitido ao vivo pelo canal Sportv 2. A outra semifinal será entre os donos da casa, Guaros de Lara, e Mogi das Cruzes.
Para avançar à decisão, o técnico Demétrius Ferracciú lembra o fator do jogo único e destaca ser o mais importante dessa temporada até agora. “Nós temos que pensar o tempo todo que é jogo único. É o nosso jogo mais importante. Não podemos oscilar, ter o melhor padrão de jogo possível, jogar no limite. É um confronto parelho, os dois times se estudaram bastante. Será emocionante e, com certeza, decidido nos detalhes. Temos um time com experiência grande, que sabe lidar com esse tipo de situação”, destaca o treinador.
O capitão do Paschoalotto, bicampeão da Liga das Américas e duas vezes MVP (melhor jogador) da competição, Alex Garcia, também aponta o foco e a concentração para o sucesso. “Temos que entrar muito forte o tempo todo e com foco na vitória. Liga das Américas é assim, foco o tempo todo. Já conhecemos o Flamengo, assim como eles nos conhecem bem. Esse confronto já ganhou ar de rivalidade. É um jogo que ninguém quer perder, não podemos vacilar. É dar o máximo durante os 40 minutos para sair com a vitória e a classificação para a decisão”, aponta o ala.
| Liga das Américas – Final Four 11/03 18h45 Bauru x Flamengo 21h Guaros de Lara x Mogi 12/03 18h45 Perdedor 1 x Perdedor 2 21h Ganhador 1 x Ganhador 2 |
Desfalques
O time bauruense tem dois desfalques para o Final Four. O pivô Rafael Hettsheimeir foi vetado por causa de estiramento da panturrilha esquerda e o armador Paulinho Boracini está fora devido a edema ósseo no joelho esquerdo.
Fúria na torcida
A torcida Fúria, organizada do Bauru Basket, vai se reunir hoje no Lelos Batidas para torcer pelo Paschoalotto na partida contra o Flamengo.
Duelo de campeões
Ganhadores dos dois últimos títulos da Liga das Américas, Bauru e Flamengo fazem confronto de vida ou morte hoje na semifinal
A semifinal da Liga das Américas 2016 coloca frente a frente duas das atuais maiores potências do continente. De um lado, o atual campeão Paschoalotto/Bauru, e do outro o Flamengo, detentor do título da edição 2014 do torneio. E somente um seguirá buscando o bicampeonato.
O Paschoalotto chega à final com excelente campanha. O time teve 100% de aproveitamento na primeira fase ao vencer Marinos (VEN), Toros (NIC) e Quimsa (ARG) no Grupo B. No entanto, na etapa seguinte, no Grupo E, a equipe bauruense bateu o Malvin (URU), perdeu para o Mogi das Cruzes, o time outro brasileiro no Final Four, e cravou sua ida à fase final com novo êxito sobre o Quimsa (ARG), resultados que os deixaram na vice-liderança da chave.
“Ser campeão das Américas duas vezes seguidas nunca será para qualquer um e se temos essa oportunidade vamos dar o sangue para isso. Estamos estudando muito o Flamengo. Já é uma equipe que nós conhecemos muito bem, temos que acreditar no que o Demétrius nos pede e executar muito bem. Temos que tirar os pontos fortes deles, fazer uma defesa muito fechada e assim o nosso ataque fluirá naturalmente”, apontou o pivô Murilo Becker, que tem a missão de substituir o titular Rafael Hettsheimeir, lesionado, no Final Four.
Para chegar à semifinal da LDA, o Flamengo foi líder do Grupo C da primeira fase, com três vitórias em três jogos, sobre Gimnasia Indalo (ARG), Aguillas de Tunja (COL) e Correcaminos (PAN). Depois, na segunda fase, o time carioca ganhou o clássico com o Brasília, tornou a bater o Correcaminos e, mesmo com o revés para o Guaros de Lara, a equipe anfitriã que completa o Final Four com os três brasileiros, avançou ao Final Four com liderança do Grupo F.
“Nosso time tem costume de jogar finais, isso ajuda muito. A expectativa é muito boa. Nesse momento é muito importante ser confiante, isso transmite muito mais confiança. Estou nesse espírito, querendo ganhar esse título e depois voltar com tudo para o NBB”, afirmou o armador Rafa Luz, do Flamengo.
Diário de Bordo
Marcelo Ferrazoli, Enviado a Barquisimeto
Rivais sim, inimigos não.
Os times do Paschoalotto/Bauru, Mogi das Cruzes e Flamengo, rivais que brigam pelo título da Liga das Américas de Basquete em Barquisimeto, na Venezuela, encontraram-se casualmente nos aeroportos durante o deslocamento para o palco do Final Four na cidade Venezuelana. A equipe bauruense encontrou a mogiana em São Paulo, onde partiram no mesmo voo rumo ao Panamá. E foi no aeroporto deste país que ambos cruzaram com o Flamengo, rival de hoje à noite do Paschoalotto/Bauru no Ginásio Domo Bolivariano. Como não poderia deixar de ser, o encontro ocorreu em clima cordial e alto astral, pois como ensina um dos ditados ligados ao esporte: “São rivais, não inimigos”.
Ele não foi
Presença constante em todos os jogos do Paschoalotto/Bauru, até mesmo no exterior, Jair Orti, considerado, sem exageros, como o torcedor-símbolo e número 1 da equipe bauruense, desta vez não marcará presença no Final Four na Venezuela. Ele, que sempre leva a tiracolo sua esposa Isa, não conseguiu passagens aéreas para retornar de Barquisimeto, pois o voo já estava lotado. Mas não se fez de rogado: ambos – ele e a mulher – engrossarão a torcida bauruense na próxima quinta-feira, em Fortaleza, onde o Paschoalotto/Bauru enfrentará o Ceará pelo NBB. Se no estrangeiro não deu, no Brasil ele não perde a chance de incentivar o Bauru.
Cada um com sua mania
Mas a família Orti não estará sem representantes no Final Four. O filho de Jair, Vinicius Orti, mordomo do time bauruense, está na Venezuela com o Paschoalotto/Bauru. É dele, considerado um “faz-tudo”. uma das funções mais importantes na organização e preparação dos jogos da equipe. Vini, como é chamado carinhosamente pelos jogadores, dirigentes e assessores, é responsável por todos os materiais e equipamentos de treinos e por manter em ordem o vestiário. Nesta hora, seu conhecimento da personalidade de cada atleta é fundamental, pois cada um tem a sua “mania”. O ala Alex, por exemplo, gosta de ser sempre o primeiro a chegar e também nunca treina com camisa de jogos, apenas com coletes. Outros gostam de ter seus momentos mais reservados, principalmente nas orações antes das partidas.
Hugo Chávez vive
O ex-presidente venezuelano Hugo Chávez já é falecido – no último sábado (5), sua morte, vítima de câncer, completou três anos –, mas sua presença e memória é marcante e constantemente lembrada no país. Por aonde se ande, especialmente em Caracas, a capital venezuelana, não é difícil encontrar uma imagem que faça referência ao líder. No aeroporto de Caracas, por exemplo, próximo ao setor de imigração, um pôster gigante de um Chávez sorridente e “vendendo” saúde rodeado por crianças chama a atenção de quem chega ao país por avião. Além disso, em várias paredes há um cartaz em que o que está escrito resume bem o sentimento do povo venezuelano por seu “ídolo”: “Chávez, líder eterno”.
| Marcelo Ferrazoli |
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