Política

Ato pela saída de Dilma será amanhã, às 9h30

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

O fim da corrupção, a saída de Dilma Rousseff da Presidência da República e o apoio ao juiz Sérgio Moro e à continuidade das investigações da Operação Lava Jato são as principais bandeiras da manifestação que tomará a avenida Getúlio Vargas, amanhã. O protesto, organizado pelos movimentos Juventude Bauruense, Direita Bauru e Vem pra Rua, terá início em frente à sede da Polícia Federal, com concentração a partir das 9h30 e caminhada que seguirá até a Praça Portugal.

A organização destaca que o ato já conta com mais de 3 mil adesões somente nas páginas de mobilização no Facebook, mas a expectativa é reunir cerca de 10 mil pessoas no dia do evento. O protesto contará com o apoio da diretoria regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) em Bauru, que levará à Getúlio um pato inflável de cinco metros de altura, símbolo da campanha “Não Vou Pagar o Pato”, desenvolvida pela entidade contra o aumento de impostos.

Os organizadores pedem para que os participantes vistam, amanhã, camisetas com as cores da bandeira nacional. Balões, apitos, faixas, cartazes e rostos pintados também serão bem-vindos. “A Polícia Militar irá nos acompanhar durante todo o trajeto, então teremos um evento seguro. Não tivemos problemas em outras passeatas e a família bauruense poderá participar do ato com tranquilidade”, pontua Gabriel Machado Loureiro.

Rafael Valentim dá especial destaque ao chamamento do público jovem para a manifestação. “Ele sempre teve um impacto muito decisivo em momentos cruciais de vários países. E, no Brasil, não é diferente. Hoje, as pessoas falam mais de política do que futebol, mas ainda falta qualificar um pouco mais este debate. Quanto maior for o envolvimento dos jovens, melhor será, até porque eles são o futuro político do Brasil”, pondera.

Contínuo
Paulo Ladeira ressalta que todas as pessoas contrárias ao governo, independentemente de ideologias ou inclinação partidária, estão convidadas a participar do ato. No entendimento dos organizadores, os protestos precisam ser realizados continuamente para que as reivindicações e o descontentamento da população não sejam esquecidos, inclusive após eventual queda da presidente Dilma.

“Nossa bandeira é contra a corrupção em todos os sentidos, não apenas dentro do PT. Mas, o foco, agora, é a saída da Dilma, com a impugnação da chapa dela e do (vice-presidente Michel) Temer pelo TSE ainda neste ano e convocação de novas eleições diretas. Ou, depois de 2016, com eleições indiretas”, detalha.

 

  • Serviço
  • Para obter mais informações sobre o ato, basta acessar a página do Facebook “Mega Manifestação - 13 de Março - Bauru e Região”. Também na rede social, as páginas da Juventude Bauruense e da Direita Bauru são formas de adesão e diálogo com o comando da passeata.


    Sem golpe

    Pedro Silva Sanchez lembra, ainda, que a queda da presidente pelas vias legais não configura golpe, como argumentam as correntes contrárias ao impeachment ou à impugnação do mandato de Dilma. “Senão, teria sido golpe o impeachment do Collor. Como ela não está fazendo o trabalho para o qual ela foi eleita, não sabe governar e está fora de controle, o povo tem o direito de destituí-la”, pontua.

    Thyerre Vieira também critica o que os manifestantes chamam de “políticas de assistencialismo sem prazo definido para acabar”, defendendo a distribuição proporcional de recursos de acordo com a arrecadação de impostos cada Estado. “Em algumas cidades no Interior do Nordeste, 90% da renda vem do Bolsa Família, recurso que sai daqui (Estado de São Paulo) e vai para lá, para sustentar pessoas que não estão trabalhando”, critica.

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