A Prefeitura de Bauru emitiu ordem de serviço para o início das obras do PAC Pavimentação, que prevê o asfaltamento de aproximadamente 700 quadras em 11 bairros da cidade. Os trabalhos autorizados são relativos a dois dos três lotes do projeto, que contemplam o Parque Santa Cândida (65 quadras) e o Tangarás (144 quadras) e serão executados, respectivamente, pelas empresas Siqueira Comércio e Construtora e H. Aidar.
Os contratos englobam ainda a construção de guias, sarjetas, rampas de acessibilidade e a instalação de galerias pluviais.
Em sua totalidade, o projeto custará R$ 57 milhões, dos quais R$ 38,9 milhões serão custeados pela União, por meio de empréstimo ao município. O dinheiro será devolvido ao longo de 20 anos, a partir de até quatro anos após a conclusão das obras.
Os outros R$ 18,1 milhões deverão sair dos cofres municipais já durante a execução do serviço. Diante da queda na arrecadação e da escassez de recursos da prefeitura, a duração dos trabalhos deve ser bastante estendida. A previsão inicial da Secretaria de Obras, contudo, é de conclusão em dois anos.
O governo espera, contudo, que a população contemplada pelo asfalto construa as calçadas de seus imóveis, o que pode reduzir em até R$ 8 milhões o custo do projeto.
A liberação das obras em meio à crise foi alvo de críticas de parte da classe política, até porque quase a totalidade da “conta” deverá ser paga pelos próximos governos.
Para o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), o início das obras do PAC tem um significado especial, por que, com a pavimentação dessas 700 quadras, segundo ele, praticamente todas as áreas habitadas da cidade passarão a ser asfaltadas.
“Desde o início do meu primeiro mandato, tenho procurado investir recursos financeiros para infraestrutura da periferia, através de pavimentação e implantação de galerias, porque entendo que isso, além de valorizar os imóveis, proporciona uma melhor qualidade de vida da população”.