Nacional

PM estima em 1,4 milhão o número de manifestantes na Av. Paulista

Por Daniel Mello e Camila Boehm | Agência Brasil
| Tempo de leitura: 3 min

Robson Fernandjes/ Fotos Públicas
Manifestantes estão reunidos na avenida Paulista desde às 10h

A Polícia Militar calculou 1,4 milhão de pessoas presentes à manifestação contra o governo Dilma Rousseff realizada na Avenida Paulista e adjacências, em São Paulo, às 16h15, horário de pico do ato. Considerando os eventos ocorridos em todo o Estado, o número sobe para 1,8 milhão de manifestantes.

Já o movimento Vem Pra Rua estimou em 2,5 milhões de manifestantes no ato da Av. Paulista. A estimativa foi divulgada perto das 16 horas. O Datafolha fala em 450 mil pessoas embora ainda não tenha publicado um número fechado. O ato de hoje foi o maior de São Paulo, conforme o instituto. O anterior, segundo o DataFolha, foi o das Diretas Já, em 1984 e que reuniu 400 mil pessoas. Ainda de acordo com o instituto, a maior manifestação anti-Dilma contou com 210 mil pessoas em março de 2015.

O empresário Aloísio Fábio de Oliveira, 37 anos, disse que uma das principais razões para estar no protesto é a indignação contra a corrupção. “Vim porque acho que precisa acabar com essa roubalheira. Ensinar para a minha família o que é civismo. Ver se a gente consegue mudar alguma coisa nesse país que está difícil, bem difícil”, ressaltou.

No entanto, Oliveira não está certo de que a saída da presidenta vá, sozinha, ser a solução dos problemas do país. Para ele, é preciso continuar a pressionar o governo, mesmo que haja o impeachment. “A ideia é mostrar para os governantes, é mostrar que se ela [Dilma] vai e não faz bem, nós vamos tirar até alguém que faça bem”, acrescentou o empresário que veio ao ato com a esposa e o filho.

Além dos movimentos que têm organizado os atos contra Dilma, como o Vem pra Rua, Revoltados Online e Movimento Brasil Livre, parlamentares e celebridades devem vir à Paulista. O DEM montou um comitê no Hotel Maksoud, que fica em uma via paralela à avenida. No fim da tarde, o deputado federal Pauderney Avelino (DEM-AM) e o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), líderes do partido no Congresso, devem conceder entrevista coletiva.

Pelo país

Wilson Dias/ Agência Brasil
Manifestantes em frente ao Congresso Nacional, em Brasília

Em Brasília, o ato foi encerrado no início da tarde com o Hino Nacional cantado em coro. Ao final do hino, os manifestantes gritaram “Fora, PT”.

No Recife, a manifestação ocorre na orla da Praia de Boa Viagem.

Em Salvador, cerca de 20 mil pessoas compareceram ao ato contrário ao governo no Farol da Barra, um dos principais pontos turísticos da capital baiana. Do local, os manifestantes seguiram para o Mirante Cristo da Barra, outro ponto turístico, onde os participantes posaram para uma fotografia, rezaram um Pai Nosso e aplaudiram, ao meio-dia, o juiz Sérgio Moro, que julga, em primeira instância, os processos resultantes da Operação Lava Jato.

Tânia Rêgo/ Agência Brasil
Manifestação contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff, no Rio de Janeiro

Na capital mineira, dois atos contra o governo Dilma foram programados para este domingo. De manhã, os manifestantes reuniram-se na Praça da Liberdade e, à tarde, haverá outro na Praça da Estação.

Em Manaus, a manifestação contra o governo e contra a corrupção está marcada para as 16h na orla da praia da Ponta Negra.

No Rio, os manifestantes percorreram a Avenida Atlântica, na orla de Copacabana, conduzidos por três carros de som. Um deles trazia uma faixa com a frase "Fora Comunismo". Uma multidão ocupou as duas vias da avenida, ao longo de cerca de oito quarteirões. Bandeiras do Brasil e muitos cartazes contra o PT, Dilma e Lula são o principal material utilizado pelos participantes. Mais cedo, um avião passou com a faixa "Não vai ter golpe - Frente Brasil Popular" e foi vaiado pelos manifestantes, com gritos de "Fora Dilma" e "Impeachment, Já". 

Em todo o Brasil, o movimento Vem Pra Rua estima que cerca de 5 milhões de pessoas foram hoje às ruas se manifestar contra o governo Dilma. Segundo a Polícia Militar, foram cerca de 3 milhões. Todos os Estados brasileiros e 505 cidades foram palco dos atos pró-impeachment.

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