![]() |
Na hora de procurar emprego, ter um bom currículo pode fazer a diferença no momento de vencer etapas e conquistar a tão sonhada vaga. Mas qual o currículo ideal? Que informações colocar? Para cada vaga, um currículo, ensina o professor José Munhoz Fernandes.
Que mais uma dica? Apesar de não haver uma regra definida ou um modelo rígido, o currículo deve ter uma ou duas páginas. Este é o tamanho considerado ideal pelos recrutadores. Eles , que recebem diariamente uma grande quantidade de currículos, precisam ter informações resumidas, mas que ao mesmo tempo passem a capacidade do candidato e especifiquem a sua experiência e a formação acadêmica.
Como começar?
O professor José Munhoz Fernandes, docente da pós-graduação em gestão estratégicas de pessoas do Senac-Bauru, frisa que já não é necessário usar a palavra ‘currículo’ logo na abertura. Dá para ir direto ao nome do candidato, que também pode ter uma grafia diferente do restante do texto, com letras um pouco maiores.
As primeiras informações, logo após o nome, devem ser as pessoais: endereço, telefone e e-mail, que devem estar sempre atualizados. “Há casos de pessoas que perdem oportunidades porque deixam um contato desatualizado.”
Cada vaga, um currículo
De acordo com o professor José Munhoz Fernandes, um erro comum é fazer um único currículo e distribuí-lo para vários tipos de vaga. “O currículo deve estar adequado ao emprego que está em disputa. Se você está interessado em uma função em uma empresa e em outra vai concorrer a uma função diferente, precisa preparar currículos distintos", afirma. "Logo após colocar os dados pessoais vem a parte profissional, e ali a primeira coisa a ser citada é o objetivo, que é a função a qual está concorrendo. Depois, pode vir um resumo das qualificações, que é uma breve descrição da sua experiência, entre três e quatro linhas, sempre levando em consideração o perfil da vaga”, orienta.
Após essas etapas, o candidato deve partir para as experiências profissionais anteriores, elencando do emprego mais recente para o mais antigo, sempre citando a função exercida, o nome da empresa e o período, com um breve resumo (cerca de duas linhas) das atribuições que tinha naquela função. “É importante colocar exatamente o que está registrado na carteira de trabalho. É isso que vai valer”, pontua Munhoz.
Depois deve vir a formação acadêmica, sempre partindo do nível mais alto para o mais baixo. “Mas não se deve colocar a vida escolar inteira. Se a pessoa fez uma faculdade, por exemplo, é dispensável citar o ensino médio, porque isso já está implícito. Agora, se a pessoa só tem o ensino médio ou fundamental, aí deve colocar”, acrescenta.
Fluente? só se for mesmo
Na parte final do currículo, logo após a formação acadêmica, o candidato pode pontuar eventuais formações complementares, como cursos e eventos na qual já participou, desde que estejam relacionados à vaga em questão, e pode encerrar com as línguas estrangeiras que domina e os conhecimentos de informática.
Neste caso, Munhoz é enfático. “O candidato deve colocar o nível que ele realmente tem do idioma. Se a vaga pedir fluência em inglês ou espanhol e o nível da pessoa for básico ou intermediário, pode até citar isso, mas não vai resolver”, comenta.
Cuidados com erros!
Cuidado com erros ortográficos e gramaticais.
“O currículo deve ser revisado, por uma outra pessoa, que pode identificar algum erro que passou despercebido”, conclui.
Na luta
Aos 20 anos, Caroline Souza Fernandes já trabalhou como atendente e busca recolocação no mercado. “Eu não acho difícil fazer o currículo, mas neste momento, o mercado está um pouco difícil”, lamenta.
Quem também está procurando emprego é Gabriel Fernandes de Araújo, de 23 anos. Estudante de engenharia civil, ele tenta uma vaga como estagiário dentro de sua área, ou algum emprego em outra função. “Procuro colocar as informações com clareza. O mercado pede hoje em dia pelo menos um nível médio de ensino, no meu caso estou estudando a faculdade, e buscando entrar no mercado de trabalho. No currículo temos que tentar chamar a atenção de quem está recrutando. Faço tudo em uma página”, resume.
Poupatempo imprime sem custo
Através do Programa Acessa SP, o cidadão pode imprimir até três currículos por dia no Poupatempo de Bauru, sem custo. No local, também é possível usar gratuitamente a internet para o envio online de currículos e para a vista de sites em geral. É necessário apenas fazer um cadastro e pegar uma senha, que dá direito a meia hora de uso.
O coordenador de atendimento ao público do Poupatempo de Bauru, Guilherme Barreiros, salienta que muitas pessoas tem utilizado o serviço. “Bastante gente vem aqui para enviar currículos pela internet e também para imprimir e levar nas empresas”, frisa.
O Poupatempo atende de segunda a sexta das 8h às 17h, e aos sábados das 8h às 13h.
No site do Acessa SP (www.acessasp.sp.gov.br), há ainda um minicurso sobre montagem de currículo. O interessado deve entrar no ícone ‘Minicursos’, e depois em ‘Como preparar um currículo’.
