Cultura

"Estação Hip Hop" reúne protesto e cultura

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Renan Casal
Pedro Guilherme mostrou seu talento na tarde deste domingo

Cores, música e dança tomaram a antiga Estação Ferroviária, na tarde de ontem, durante a “Estação Hip Hop”, evento que também contou com manifestações ao microfone contra os atos organizados em todo o País pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.

No encontro, organizado pela Casa do Hip Hop de Bauru, Frente Feminina de Hip Hop de Bauru e Ponto de Cultura Acesso Hip Hop, que teve apoio da Frente Brasil Popular, todo tipo de arte associada a este gênero musical teve seu espaço: grafite, DJs, MCs e breaking. “Nesta edição, realizada no mês das mulheres, elas foram as protagonistas”, destaca Rayra Pinto, uma das coordenadoras da Casa do Hip Hop de Bauru.

No local, também houve turbantaço, venda de peças de artesanato, oficina de unhas artísticas e customização de roupas. Uma das que aproveitou para ficar ainda mais bonita com uma faixa nos cabelos foi a universitária Aline Matias, 23 anos.

“Sou apaixonada por esta cultura, que tem uma origem muito bonita e valoriza a periferia, que é tão rica, criativa, mas é sempre tão marginalizada e alvo de preconceito”, pontua. Rayra Pinto explica que, devido ao ato pró-impeachment realizado ontem, a Casa do Hip Hop fez questão de reforçar seu posicionamento político durante o evento.

“Nossa visão é diametralmente oposta, porque estas pessoas não respeitam a soberania do voto popular. Entendemos que eles estão com medo do resultado das urnas em 2018, porque o Lula continuam mantendo um alto índice de aprovação”, cita.

Ela destaca, ainda, que a Casa do Hip Hop defende o combate à corrupção em todos os partidos e lamenta que os protestos anti-Dilma deixem de lado os escândalos envolvendo outras legendas que não o PT. “E entendemos que os governos Lula e Dilma poderiam ter provocado transformações muito mais profundas, mas ainda sim foi um grande avanço, principalmente para a população pobre, que teve acesso à universidade pública, ter sua própria casa e almoço e jantar todos os dias”, salienta.

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