Bairros

Choque mata eletricista de 48 anos no Jd Aeroporto em Bauru

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

Aceituno Jr.
Após o resgate, bombeiros preservaram local para perícia

O eletricista Elcy Bighetti, 48 anos, morreu eletrocutado, no final da tarde dessa segunda-feira (14), durante prestação de serviço em um estabelecimento comercial na quadra 38 da rua Araújo Leite, Jardim Aeroporto. Após o acidente com a descarga elétrica, a vítima ainda foi socorrida por equipe do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), mas já chegou sem vida ao Pronto-Socorro Central (PSC).

Profissional com experiência na área, Elcy foi chamado por uma funcionária do estabelecimento comercial para tentar restabelecer a iluminação no local, por volta das 16h. Antes dele, conforme familiar do proprietário da loja, um profissional atendeu ao chamado, mas disse que a queda de energia no estabelecimento exigiria atendimento mais específico.

Foi então que Elcy foi chamado. Conforme os relatos no local, a vítima subiu ao sótão da loja por volta das 16h30. Tempo depois, “como ele não descia”, o Corpo de Bombeiros e o Samu foram acionados. Por volta das 18h, Elcy foi retirado e o resgate iniciou, de imediato, os procedimentos de reanimação.

Conforme Diretor do Departamento de Urgência e Emergência da Secretaria Municipal de Saúde, Luiz Antônio Bertozo Sabbag, o eletricista deu entrada já sem vida no PSC. “A constatação foi de que ele recebeu uma descarga elétrica e, ao chegar no Pronto-Socorro, já não tinha mais nenhum sinal vital”, diz.

‘Queima tudo’

Da experiência acumulada nesse tipo de acidente, o médico comenta que o choque provoca uma descarga elétrica tão grande que a corrente queima os órgãos. “O choque é tão forte que a pessoa sofre uma arritmia muito grande. A descarga entra por todo o corpo, queimando tudo”, comenta.

Uma testemunha acompanhou o socorro. “Acabou a energia no final da tarde e chamaram o eletricista. Ele entrou para fazer o trabalho e ela começou a chamar por ele algum tempo depois, porque ele não respondia. O socorro chegou e ele saiu com queimadura na mão, por volta das 18h”, confirma a testemunha, que pediu para ter a identidade preservada.

 

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