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Coleta de lixo aceita contraproposta e sai ao trabalho com 1 hora de atraso


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Com pouco mais de uma hora de atraso, neste momento, os trabalhadores responsáveis pela coleta de lixo em Bauru estão saindo para trabalhar. Após uma reunião realizada na manhã desta quarta-feira com o presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), Nico Mondelli, eles aceitaram, ao menos provisoriamente, a contraproposta que eleva o vale-compra de R$ 310,00 para R$ 370,00. Também aceitaram o reajuste salarial de 3,5%.

Alegam, porém, que as negociações continuam, mas sem a paralisação da atividade. Simultaneamente, servidores discordantes da última oferta realizada pela administração municipal se concentram na sede do Sindicato dos Servidores Municipais de Bauru e Região (Sinserm), situada na quadra 14 da rua Saint Martin, no Centro. A decisão pela paralisação foi tomada em assembleia realizada ontem (15) à noite, quando a categoria rejeitou justamente a proposta de reajuste salarial, de 3,5%, oferecida pela prefeitura em razão da data-base deste ano.

Ao todo, cerca de 200 funcionários participaram da reunião. A diretoria do Sinserm afirma que apenas mais tarde será possível avaliar o nível de adesão ao movimento, que ainda encontra resistência principalmente entre os professores. Atualmente, o funcionalismo público soma cerca de 7,5 mil trabalhadores da administração direta e indireta.

A oferta inicial do governo havia sido de reajuste 2,5%, apesar da inflação acumulada em mais de 10% nos últimos 12 meses. Em reunião realizada na segunda-feira, além de aumentar o percentual para 3,5%, o governo propôs acréscimo do vale-compra, de R$ 330,00 anunciados anteriormente para R$ 342,00. O valor atual é de R$ 310,00.

Conforme reiterou o diretor do sindicato, Valdecir Rosa, os funcionários entendem que a oferta está aquém das reivindicações da categoria. “Não estamos pleiteando um ganho real, apenas a reposição da inflação, de 18,47%, referente às datas-bases de 2015 e 2016. Se o prefeito cortasse cargos comissionados – e hoje são 123 –, ele conseguiria garantir um aumento digno para os servidores”, pontua.
Nas reuniões realizadas com representantes do sindicato, o governo vem alegando que, diante da situação de crise econômica e queda das receitas municipais, a administração só consegue viabilizar uma proposta que acompanhe a previsão de aumento da receita do município para este ano - até agora, a arrecadação foi de R$ 121,8 milhões, apenas 3,3% a mais do que o obtido no ano passado.

Além disso, o governo já gasta 51,24% da sua Receita Corrente Líquida com folha de pagamento, sendo que a Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece o limite prudencial de 51,30%.

Serviços essenciais

De acordo com Rosa, os trabalhadores que aderirem à greve irão se reunir a partir das 7h de hoje na sede do Sinserm para definir os rumos do movimento e aguardarão uma nova proposta da prefeitura. Em relação à manutenção dos serviços essenciais, especialmente na área de saúde e abastecimento de água e esgoto, o diretor salientou que o sindicato deve propor a manutenção do mínimo de 30% do efetivo trabalhando.

O advogado da entidade, José Francisco Martins, pondera, contudo, que os índices para cada serviço terão de ser definidos conjuntamente entre Sinserm, servidores e prefeitura. “Estamos abertos à discussão. O que a gente espera é que não aconteça o que houve no ano passado, quando mal a greve começou e prefeitura, DAE e Emdurb foram buscar no Judiciário medidas liminares para estabelecer percentuais fora da prerrogativa da negociação”, aponta.

Reivindicação

A pauta apresentada pelo Sinserm pede a recuperação salarial de 18,47% referente às datas-bases de 2015 e 2016, além da gradativa recuperação de perdas de anos anteriores, dividindo o acumulado de 40% entre os meses até o final do ano.

Os servidores também pedem aumento do vale-compra de R$ 310,00 para R$ 450,00 e do abono que substituiu o vale-refeição de R$ 300,00 para R$ 350,00, estendendo o benefício a todos os demais trabalhadores.

 

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