| Vinicius Lousada |
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| Manifestação na avenida Getúlio Vargas nessa noite de quarta-feira (16) |
Começou de forma tímida, com cerca de 10 pessoas, por volta das 21h dessa quarta-feira (16). Poucos tempo depois, no entanto, cerca de 200 delas se concentraram na avenida Getúlio Vargas para reivindicar o fim do governo Dilma Rousseff e a prisão do ex-presidente Lula. O ato não estava previamente agendado e foi mobilizado espontaneamente a partir das redes sociais.
Integrante do grupo Direita Bauru, Gabriel Machado explica que o vazamento do grampo do telefonema da presidente para seu antecessor deixou toda a população ainda mais indignada.
“A nomeação de Lula a ministro foi um cuspe na cara de todo mundo que veio para as ruas. Queríamos o impeachment de Dilma e a prisão dele. Ainda tentaram forçar uma história de parlamentarismo. O pessoal insiste em não ouvir a voz das ruas”, pontuou.
Como ocorreu no último domingo (13), quando pelo menos 15 mil foram às ruas em Bauru, a maior parte dos manifestantes vestia as cores da bandeira brasileira. Outros trajavam preto para simbolizar o luto diante da sequência de novos escândalos de corrupção.
| Fotos: Quioshi Goto |
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| Alguns manifestantes levaram panelas para a avenida, nessa quarta (16) |
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| Grupo se mobilizou pelas redes sociais após vazamento de “grampo” de Lula com Dilma |
| Foto: Renan Casal |
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PANELAS
Muita gente reproduziu os já tradicionais panelaços na Getúlio Vargas. Outros estacionaram seus veículos e buzinavam, conquistando grande adesão de motoristas que passavam pelo local.
Talge Murade, 39 anos, foi uma das que bateu panela na noite dessa quarta-feira (16). “Vi tudo acontecendo pela televisão e fiquei sabendo sobre a mobilização na cidade e não tive dúvidas em vir. A gente tem que tirar esse governo para ter de volta nossa dignidade”.
FAIXAS E SOM
Um caminhoneiro chegou estacionar seu veículos para que alguns dos manifestantes subissem no tanque e estendessem faixa assinada pelo grupo Direita Bauru. Outras faixas pediam o fim da corrupção e externavam apoio ao juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas decisões relativas à Operação Lava Jato. Por volta das 22h30, o presidente da Juventude do PSDB, Thyerre Vieira, levou um carro de som ao ponto da concentração, onde o Hino Nacional foi executado.
As palavras de ordem eram as mesmas já repetidas nos recentes atos pró-impeachment: “Fora Dilma”, “Fora PT”, “Lula ladrão”, “Lula cachaceiro” e “A nossa bandeira jamais será vermelha”.
Bloqueio
A Polícia Militar acompanhou todo o ato e bloqueou a pista sentido Rondon-Centro para garantir a segurança dos manifestantes. Contudo, durante a maior parte do protesto, os grupos que batiam panela e chamavam pedestres e motoristas para a rua se concentraram no sentido oposto da Getúlio Vargas, onde o tráfego ficou bastante lento, até mesmo por conta do apoio manifestado por muitos condutores.
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