| Fotos: Polícia Civil/Divulgação |
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| Imagens do circuito de segurança da agência de Itapuí mostram o momento em que o trio anunciou o assalto |
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| Segundo a DIG de Jaú, pistolas apreendidas em Minas Gerais foram utilizadas nos dois roubos na região |
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| Jefferson com a arma durante o roubo à agência do Bradesco de Itapuí e no momento da sua prisão, na Capital |
A Polícia Civil de Jaú (47 quilômetros de Bauru) identificou três homens envolvidos em dois assaltos a bancos registrados em Itapuí e Boraceia no fim do ano passado. As investigações tiveram o apoio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e o trio foi preso na Capital. Um quarto integrante da quadrilha foi detido em Minas Gerais com armas utilizadas nas ações criminosas.
No primeiro roubo, ocorrido em 11 de novembro, homens armados levaram R$ 154.190,74 dos cofres da agência do Bradesco de Itapuí. Na segunda ocorrência, em 10 de dezembro, foram roubados R$ 69.274,00 da agência do mesmo banco de Boraceia, além de R$ 5 mil em dinheiro de um cliente que estava no local no momento do assalto. As duas agências não têm portas giratórias (leia mais abaixo).
Desde então, policiais civis da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jaú e das delegacias das duas cidades vêm realizando diligências para tentar esclarecer os crimes. “As informações coletadas desde o ocorrido davam conta que os crimes foram praticados por uma quadrilha oriunda de grandes centros, isto devido a forma de agir dos indivíduos”, diz o titular da DIG, Marcelo Aparecido Tomaz Goes.
Durante as investigações, segundo o delegado, setor de inteligência da DIG cruzou informações com outras unidades policiais do Estado e manteve contato contínuo com o Deic na Capital. Ele revela que, no último dia 8, a Polícia Civil de Jaú foi comunicada que uma quadrilha especializada em roubos a bancos havia sido presa por equipes da delegacia especializada na Capital e no sul de Minas Gerais.
“De imediato, os policiais civis da DIG diligenciaram até a cidade de São Paulo, onde angariam informações acerca das prisões e dos investigados, o que possibilitou a realização de novas diligências investigativas que culminaram no esclarecimento dos roubos das cidades de Itapuí e Boraceia”, explica. De acordo com Goes, dos quatro presos, pelo menos um participou efetivamento dos dois roubos.
Trata-se de Jefferson Francisco Ribeiro Santos, o “Jefinho”, de 37 anos, que aparece nas imagens do assalto em Itapuí. Segundo o titular da DIG, ele tem passagens por roubo, formação de quadrilha e porte ilegal de arma de fogo e seria o líder do grupo criminoso. Outros dois presos, Rogério Oliveira dos Santos, 20 anos, e Vinícius Lopes Santos, 18 anos, participaram do roubo em Boraceia e são investigados no caso de Itapuí.
Armas do crime
Com Eduardo Shiguemitsu Suzuki, o Japa, 27 anos, preso em um sítio na zona rural de Camanducaia, Minas Gerais, a Polícia Civil apreendeu três pistolas, duas de calibre .380 e uma 9 mm de fabricação turca, todas com numerações raspadas, um fuzil calibre .223 de origem americana, munições e rádios comunicadores. “De acordo com as imagens coletadas das agências é possível verificar que as pistolas apreendidas foram utilizadas nos roubos ocorridos em Itapuí e Boraceia”, revela o delegado titular da DIG.
Polícia Civil apura envolvimento da quadrilha em mais roubos na região
O delegado titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jaú, Marcelo Aparecido Tomaz Goes, conta que os presos podem estar envolvidos em outros roubos a agências bancárias no interior de São Paulo e sul de Minas Gerais. “Inclusive, eles se preparavam para repetir tal prática na cidade de Brasópolis, restando apurar quantos crimes dessa natureza foram praticados por eles, especialmente no interior do Estado”, declara.
Segundo Goes, equipes do Deic e da Polícia Civil mineira apuraram que Japa levantava agências bancárias que seriam roubadas e retirava os demais integrantes dos locais das ações criminosas. A organização ficava a cargo de Jefinho. Já Rogério seria responsável pelos veículos, que seriam conduzidos por Vinícius durante as fugas.
“Os criminosos seguem presos e outras medidas de Polícia Judiciária estão sendo tomadas pela DIG de Jaú para a conclusão dos inquéritos e novos pedidos de prisão em relação a eles”, explica o delegado.


