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Sindicato protesta na prefeitura e comissão faz contraproposta


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Um grupo de servidores municipais levaram faixas e gritaram palavras de ordem em frente à sede da Prefeitura Municipal de Bauru, nesta manhã de sexta-feira (18), reivindicando reajuste salarial. Uma comissão de servidores foi formada para apresentar uma contraproposta para a administração municipal (leia mais na edição impressa do JC deste sábado (19)).

Coleta

Os coletores de lixo saíram para trabalhar também nesta sexta-feira (18), terceiro dia de greve dos servidores públicos municipais, em Bauru. Iniciaram as atividades depois de nova reunião, iniciada por volta das 7h, com a direção da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb).

Na oportunidade, estabeleceriam como atender o percentual mínimo de trabalhadores nas ruas definido pela Justiça mas, durante as discussões, um servidor propôs reajuste salarial de 3,5%, vale-compra de R$ 400,00 e abono salarial de R$ 70,00. Oficializada, a oferta será analisada pelo presidente da Emdurb, Nico Mondelli, que prometeu uma posição na próxima segunda-feira.

Em caso negativo, os coletores podem aderir à paralisação. No entanto, o serviço deverá funcionar com mínimo de 70% de sua capacidade, conforme liminar concedida pela Justiça. Se o percentual for descumprido, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru (Sinserm) ficará sujeito à multa diária de R$ 5 mil. Como fazem desde quarta-feira, nesta manhã,  servidores se concentram em frente à sede da entidade, situada na quadra 14 da rua Saint Martin. Novamente, devem sair em passeata pela cidade.

Ontem, no segundo dia, a greve ampliou o número de adesões de 359 servidores para 442 trabalhadores, de acordo com dados da prefeitura. O movimento, contudo, contabilizava na quinta-feira ao menos 600 grevistas.

A maior adesão ainda ficou concentrada no setor da Educação, com 190 funcionários parados, ainda de acordo com o governo. Em razão da greve, algumas creches já estão com o atendimento comprometido. 

Até ontem, o sindicato ainda não tinha recorrido da liminar obtida pela prefeitura, que segue garantindo a manutenção de 100% dos serviços considerados inadiáveis (pronto-atendimento em saúde e transporte de pacientes) e 70% dos serviços essenciais (tratamento e abastecimento de água, assistência médica e hospitalar, distribuição de medicamentos e alimentos, captação e tratamento de lixo e esgoto).

Pacientes

Ainda que o serviço de transporte de pacientes seja considerado um serviço inadiável – e que, portanto, deveria ser mantido em sua totalidade –, a Secretaria Municipal de Saúde informou que a atividade está, na prática, comprometida. Em razão disso, a prioridade do atendimento será dada aos casos em que houver risco aos usuários, tais como transporte para hemodiálises, internações, quimioterapias e radioterapias, entre outros.

Creches: atendimento prejudicado

Parte das Emeiis de Bauru está com atendimento suspenso nos berçários, após um número considerável de auxiliares de creche aderir à greve. O serviço de berçário atende crianças de quatro meses a um ano e seis meses de idade e tem deixado pais preocupados.

Nessa quinta (17), o Jornal da Cidade antecipou que o problema afetaria a Emeii Wilson Monteiro Bonato, no Jardim Europa. Na ocasião, a assessoria de imprensa da prefeitura não deu informações sobre eventual comprometimento das atividades em outras unidades.

No mesmo dia a Secretaria  Municipal de Educação confirmou a paralisação total do atendimento na Emeii Madre Teresa de Calcutá, que fica no Bauru 22. Na unidade, está matriculado o filho de três anos do bacharel em direito Matias Geraldo Muniz, 40 anos.

“Desde o primeiro dia de greve [na última quarta-16], não consigo deixá-lo na creche. Meu filho ficou com um vizinho, mas amanhã [sexta-18] terei de levá-lo para o meu serviço, porque minha esposa e parentes também ficam o dia todo fora de casa”, lamenta.

Segundo a Secretaria Municipal de Negócios Jurídicos, as informações sobre os prejuízos gerados pela greve serão adicionadas à ação que já corre na Justiça pedindo a ilegalidade da greve.

A intenção é solicitar a extensão da obrigatoriedade de manutenção de 70% dos serviços também à Educação e outras secretarias, incluindo o atendimento de berçário.

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