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Encontro Café.com Filosofia debate corrupção e o "jeitinho brasileiro"

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Aceituno Jr. / Alex MIta/ JC Imagens
O professor Fausi dos Santos e o promotor Luiz Carlos Gonçalves Filho falam sobre o evento

Um encontro realizado às 19h desta segunda-feira na Instituição Toledo de Ensino (ITE) debaterá, de forma crítica e reflexiva, os movimentos que tomaram o País nos últimos dias. Com o tema “Corrupção e jeitinho brasileiro: como anda a formação moral do brasileiro?”, o projeto de extensão “Café.com Filosofia”, coordenado pelo professor Fausi dos Santos, pretende discutir, sem posicionamento político, os aspectos que envolvem as manifestações, que têm levado milhares de pessoas às ruas, do ponto de vista filosófico, antropológico, da informação e jurídico.

Além do filósofo Fausi, o evento contará com a participação do promotor de Justiça Luiz Carlos Gonçalves Filho e do jornalista e diretor de redação do JC, João Jabbour.

A roda de conversas é aberta a toda comunidade e a faixa etária de participação é livre. As inscrições podem ser feitas no Núcleo de Atividade Complementar (NAC) ou no Núcleo de Extensão da ITE, ou na hora do próprio evento.

Os participantes serão recebidos na Sala do Júri, que fica no bloco 4. Até ontem de manhã, já havia aproximadamente 60 inscritos.

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Fausi dos Santos pontua a importância de a corrupção não ser vista somente na política. “Diariamente, pessoas cortam filas nos bancos, recebem em silêncio um troco errado, são várias as situações. Mas quais os elementos que levam ao desvio de conduta e ao conhecido ‘jeitinho brasileiro’? Somos corruptos?”, questiona o professor.

Segundo ele, atitudes na infância podem estimular uma pessoa a ter esse tipo de comportamento na vida adulta: um pai que ultrapassa o trânsito pelo acostamento e se vangloria por isso na frente do filho, por exemplo, cita o professor. “Que tipo de educação tem formado a população? Pessoas minimamente preparadas em termos de formação cultural e humana têm assumindo cargos de poder no País”, crítica.

Já o promotor ressalta que não abordará os casos específicos em pauta nas manifestações, mas sim as leis, penas e os meios de investigações da Justiça de modo um geral. “Como se dão as prisões processuais? Qual a competência da Justiça comum e federal. São algumas das perguntas que pretendo responder”, afirma Luiz Carlos.

  • Serviço  

A ITE fica na Praça IX de Julho, 1-51, Vila Pacífico. Mais informações: fausi@ite.edu.br e (14) 2107-5057.  

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