O procurador da República Deltan Martinazzo Dallagnol, integrante da Operação Lava Jato, afirmou numa entrevista que a corrupção praticada por corruptores e corruptos desviam a cifra surpreendente de 200 bilhões de reais dos cofres públicos por ano. Essa importância poderia atender às necessidades básicas de áreas sociais fundamentais como saúde, educação e segurança. Acho que a prática desses delinquentes sem piedade, sem Deus no coração, impedem a concessão de benefícios à população, especialmente aos mais carentes que se encontram nos corredores dos hospitais e nas escolas sem as mínimas condições de funcionamento.
Aqueles que elegemos para nos representar têm a obrigação de apresentar propostas, discutir e aprovar leis que sejam de interesse dos governados, mas infelizmente o que temos visto é o envolvimento de uma grande parcela de políticos e empresários sob investigação e, entre eles, alguns já condenados por embolsar dinheiro pago pelos contribuintes em impostos. Outra atividade de responsabilidade dos parlamentares é a de fiscalizar os atos do governo, função que não tem exercida com os ingredientes de seriedade, rigor e independência, por isso a existência dessa operação com tantas delações.
Nós, brasileiros de bem, devemos continuar manifestando nas ruas apoio total ao Ministério Público, à Polícia Federal, em especial ao juiz Sérgio Fernando Moro e que possam surgir outros “Moros”, pois já fizeram muito e certamente há muito a fazer em todo o Brasil. A Operação Lava Jato não pode ser enfraquecida nem interrompida pelos poderosos, porque o Brasil e os brasileiros dela dependem para sair da impunidade que sempre existiu para os políticos e grandes empresários.