Não vou negar: fui um dos quase sete milhões de brasileiros que tomaram as ruas no último dia 13. E com orgulho, pois faço parte da parcela que não se deixa levar pelas explicações pueris do lulopetismo sobre as graças de um governo perdulário, corrupto e incompetente. Todavia, escutando a “Voz do Brasil”, um deputado petista disse que só no dia 18/03 é que haveria uma verdadeira manifestação do povo. Somando argumentos idiotas ao débil comentário, a vice-prefeita Estela Almagro ainda conseguiu complementar, ironizando que não viu na manifestação do dia 13 ninguém do Jaraguá ou outros bairros pobres.
Que autoridade esse tipo de gente tem de questionar a elite intelectual desse país, a ponto de desclassifica-los como povo brasileiro? Que estrume mental faz esse tipo de gente atacar a classe média e alta, justamente a classe produtiva necessária para manter a máquina funcionando e dar emprego aos trabalhadores, isolando-os como párias de um povo que eles não enxergam?
O governo petista acabou. Acabou vítima da corrupção que sempre lhe foi inerente. Acabou vítima da incompetência de seus conceitos embolorados. Acabou vítima da podridão de seus quadros pessoais. Mas continua a se fazer de surdo para as manifestações que explodiram no país, tentando contornar o problema principal alegando que, assim que a economia estiver boa, todos se calarão. Erra duplamente porque, primeiro, a classe média e alta, embora duramente atingida pela crise causada pelo governo do PT, sobrevive bem. Quem mais sofre é, justamente, o eleitor parvo, inculto e miserável que, de forma infantil, deixa-se levar pelas sandices contadas por gente como Estela e Lula. Aliás, dentre muitas, lembro que a vice-prefeita, em 2004, nesse mesmo jornal, falou que Zé Dirceu “era o cara”. Será que esse prisioneiro, depois de sua segunda condenação pelos muitos crimes cometidos, ainda o será? Para ela, provavelmente sim. Segundo, porque as manifestações não tratam sobre “economia”, mas sobre a corrupção sistêmica implantada em escala industrial pelo PT e dos atos de governo voltados para manter a engrenagem da corrupção funcionando a pleno vapor, mesmo com investigações desmantelando o cartel criminoso.
A bússola moral do lulopetismo não tem pontos cardeais. Aponta para baixo, para o centro da terra ou, melhor dizendo, para os quintos dos infernos. O grande drama é que estão nos carregando para o fundo e, dada sua resistência em largar o pote de ouro que abraçaram, cada dia mais no poder piora a reconstrução de nosso amado Brasil. No final, conclui-se que há apenas uma elite que atemoriza os petistas: a elite pensante.