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Cadeirante busca ajuda após acidente

Marcele tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

A vida sem mobilidade nas pernas não é algo fácil, mas para o cadeirante Luiz Antônio Barreto ficou ainda mais difícil. Convivendo sem as duas pernas desde os 28 anos, o homem conhecido por vender balas nos semáforos da zona sul de Bauru, e que acabou amputado após ser atropelado por um trem, está acamado novamente, mas dessa vez sem perspectiva de voltar à ativa.

Da cadeira de rodas dele sobrou apenas ferragens tortas, após ele ser atropelado durante um racha entre veículos na cidade de Rio Claro, na última semana. Ele diz que atravessava a rua no momento em que foi surpreendido pelos carros em alta velocidade, e que os autores fugiram sem prestar socorro.

Sem a cadeira e com dores e inchaços pelo corpo, Luiz, 37 anos, não consegue ao menos levantar-se, e depende da ajuda da mãe de vizinhos para necessidades básicas como comer e ir ao banheiro.


“Eu até conseguiria me arrastar se minha casa não tivesse degraus e se eu não tivesse tanta dor”, queixa-se. “Quero voltar a viver, não posso ficar nessa dependência, mas sem uma cadeira é impossível, preciso de ajuda”, clama Luiz.

“Vida dura”

O cadeirante conta que chegou a ser atendido no hospital do município no dia do acidente e só voltou a Bauru, na última quinta-feira, com ajuda de um amigo. Aqui, ele tem quatro filhos, mas mora sozinho com a mãe desde o ano em que perdeu as pernas.

A “vida dura” da venda de balas e outros objetos pelos semáforos de Bauru e região o ajudava na pensão dos filhos e a complementar o salário mínimo da mãe para manter o aluguel e a comida na casa em que mora com ela, localizada na comunidade do Parque Fortaleza, região da Vila Independência. “Se eu tivesse condições de trabalhar, ajudaria meu filho comprar outra cadeira, mas meu quadril está trincado e eu tive que parar”, conta a mãe, Terezinha Barreto, 74 anos, que trabalhava como cuidadora de idosos.

Azar? Infelicidade do destino? Desrespeito exacerbado? Falta de cuidado? Ninguém sabe responder, mas já é a terceira vez que Luiz Antônio sofre um atropelamento ao longo e seus 37 anos.

  • Serviço
  • Doações ou ajuda à família por meio do telefone: (14) 3021-6833, Terezinha.

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