| Aceituno Jr./Reprodução |
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| Vida interrompida: Silvia Bertolucci, 42 anos, morreu no dia 11 |
A confirmação oficial de uma morte por dengue e do primeiro caso de H1N1 neste ano colocou Bauru em alerta. Silvia Letícia dos Santos Bertolucci, de 42 anos, moradora na Vila Giunta, é a primeira vítima fatal da dengue registrada em 2016.
Já o paciente portador do vírus H1N1, o primeiro registrado em 2016 e também confirmado pela Secretaria Municipal de Saúde nessa segunda-feira (21), não teve o nome divulgado pela pasta, que limitou-se a dizer que trata-se de uma mulher de 49 anos.
Em reportagem publicada no último dia 13, o JC adiantou com exclusividade a suspeita do primeiro óbito por dengue.
Na ocasião, os familiares de Silvia Letícia afirmaram que a causa da morte dela era a dengue associada a um quadro de pneumonia, mas a confirmação oficial não havia sido pelao município.
“Não confirmamos porque aguardávamos uma avaliação do caso. O sintoma respiratório não é comum em um quadro de dengue”, destaca Fernando Monti, titular da Secretaria Municipal de Saúde.
Incomum
De fato, o laudo clínico divulgado nessa segunda-feira (21) pelo Instituto Adolfo Lutz colocou em alerta a secretaria, porque a evolução clínica da paciente foi considerada incomum. Logo após o diagnóstico preliminar de dengue, Silvia apresentou quadro simultâneo de pneumonia, o que comprometeu suas vias respiratórias e resultou na morte.
“A dengue possui diferentes formas de evolução e, por isso, a rede está em constante treinamento. Geralmente, as complicações ocorrem em pacientes de idade avançada ou em portadores de doenças crônicas gerais, que acabam tendo o quadro agravado pela dengue”, aponta Fernando Monti. “Mas o que nos chamou atenção é que essa paciente era saudável, não tinha doença associada e era relativamente jovem. Infelizmente, houve evolução desfavorável associada às vias respiratórias”, completa o secretário.
Evolução do quadro
Ao JC, a família de Silvia Letícia contou que a paciente chegou a viajar para Santa Catarina com febre no dia 5 de março.
No dia 7, procurou socorro na UPA Ipiranga, onde a hipótese da dengue foi aventada e a mulher liberada para ir para casa, medicar-se com dipirona. No dia seguinte, a dengue foi diagnosticada.
Silvia retornou na unidade só no dia 10, com problemas respiratórios e, no dia 11, um raio-X apontou a pneumonia. Na noite do mesmo dia, ela morreu 30 minutos após chegar ao Hospital Estadual.
“Temos uma comissão na secretaria que avalia todo esse procedimento. Em uma primeira impressão, não houve demora nos diagnósticos. Ocorreu uma evolução clínica desfavorável e o agravamento do quadro respiratório”, reforça Monti.
O caso de Silvia Letícia entra para as estatísticas do município, que já contabilizou 383 casos neste ano. Desse total, 359 são autóctones e 24 importados.
‘Não temos expectativa de novo surto de H1N1’, diz Monti
| Malavolta Jr./JC Imagens |
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| Influenza A: Fernando Monti afirma que vacinação foi decisiva |
Chamado também de Influenza A, o vírus da H1N1 voltou a assombrar a cidade. A doença infectou sua primeira vítima em 2016. Em 2015, não houve registros de casos na cidade. A paciente, uma mulher de 49 anos, apresentou os primeiros sintomas em 27 fevereiro e foi tratada em um hospital privado do município. A identidade não foi divulgada.
“Já temos a circulação do H1N1 há alguns anos, mas a vacinação foi decisiva e, desde então, o número de casos baixou, houve a imunização de grande quantidade de pessoas. Foi um caso isolado, mas é nosso dever divulgar. Não temos expectativa de novo surto”, avalia Fernando Monti.
A mulher apresentou febre, desconforto respiratório, dispneia e mialgia. Ela não possuía fatores de risco associados, como outras comorbidades.
Além da vacinação, algumas medidas podem ser tomadas para a prevenção, como lavar as mãos várias vezes, não tossir ou espirrar sem utilizar proteção de lenços descartáveis e evitar permanecer em locais fechados e aglomerados.
Os sintomas são febre de início súbito e, em geral, alta, dor de garganta, tosse, coriza e, especialmente, falta de ar.
MORTES NO INTERIOR
Felizmente, o caso de Bauru não evoluiu para óbito. Contudo, conforme o JC noticiou no último dia 19, já são pelo menos 14 mortes confirmadas este ano no Interior do Estado por conta da H1N1.

