| Quioshi Goto |
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| Telma Gobbi, Moisés Rossi e Raul Paula discutiram o assunto |
Vereadores reagiram, nessa segunda-feira (21), à sinalização do prefeito Rodrigo Agostinho de que pretende utilizar metade do valor arrecadado pelas futuras receitas Fundo de Tratamento de Esgoto (FTE), cobrado da população todos os meses junto às faturas do DAE, para investir na reservação e no abastecimento de água, problema crônico agravado durante sua gestão.
O fundo foi criado em 2005 para garantir a construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) e tem, atualmente, saldo de R$ 120 milhões. Só no ano passado, foram arrecadados R$ 32 milhões.
A obra pode ser viabilizada, em grande parte, com os R$ 118 milhões liberados pelo governo federal por meio do PAC e ainda que o dinheiro da União não venha, o município já conseguirá, por conta própria, pagar a estação, orçada em R$ 129 milhões, segundo o chefe do Executivo.
Ainda assim, a proposta de Rodrigo, que está sendo discutida junto ao Ministério Público e depende de aval legislativo, foi recebida com desconfiança pelos parlamentares.
Moisés Rossi (sem partido) afirmou que se a administração municipal utilizar o dinheiro que vier a ser arrecadado pelo FTE para ampliar o volume de água produzido, apenas aumentará a quantidade de líquido desperdiçado. “Nós já perdemos 50% do que se produz. Tem que investir para deixar de perder”.
Líder da oposição, Lima Júnior (PSDB) afirmou que “se estivéssemos em um país sério, os agentes políticos estariam presos por crime ambiental”, ainda sobre as perdas de água em vazamento.
“É por isso que o DAE está falido. Vamos dar dinheiro para incompetentes?”, questionou na tribuna da Câmara Municipal.
PLANO
Raul Gonçalves Paula (PV) sugeriu que as obras apontadas como prioritárias pelo Plano Diretor de Águas (PDA), contratado pelo município por R$ 1 milhão, devem embasar os investimentos do poder público. “Essa plano tem que virar lei”.
O PDA aponta uma série de obras e intervenções necessárias, que exigiram investimentos de R$ 256 milhões até 2034.
O DAE, por sua vez, enfrenta dificuldades, mesmo com o aumento de 35% na tarifa autorizado pelo prefeito no ano passado.
CONTRAPONTO
Líder do governo, Markinho da Diversidade (PP) ponderou que a ideia do prefeito não é utilizar a futura arrecadação do FTE para ampliar a produção de água. “A proposta é priorizar a reservação e o abastecimento, que abrange a distribuição e a setorização. É esse o caminho para combater os vazamentos”.
