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Município aponta descompasso entre Cross e liberação de leitos

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

Caiu pela metade o número de pacientes que, de acordo com a Prefeitura de Bauru, espera a liberação de leitos hospitalares nas unidades de urgência e emergência do município. No fim da tarde da última quarta-feira (23), eram 45. Na dessa quinta-feira (24), 23.

A reportagem publicada na edição dessa quinta-feira (24) do Jornal da Cidade abordou o caos nos corredores lotados do Pronto-Socorro Central. A equipe verificou macas instaladas até em um dos banheiros da unidade, utilizado normalmente para a higienização de usuários.

Secretário municipal de Saúde, Fernando Monti concedeu entrevista ao JC e pontuou que, preliminarmente, o cenário constatado na última quarta-feira diz respeito a um episódio isolado, provocado por uma série de fatores.

Segundo ele, oito pacientes que estavam no Pronto-Socorro já tinham a internação hospitalar autorizada pela Central de Regulação de Vagas e Ofertas e Serviços de Saúde (Cross), de responsabilidade do Estado, por meio da “vaga zero”, quando, em função do grave quadro do usuário, a transferência é determinada mesmo que não haja mais leitos disponíveis nas unidades de retaguarda.

Monti explica que, em muitos casos, apesar do aval do serviço, os hospitais não possuem condições de receber o paciente, que, mesmo assim, passa a ser desconsiderado pela Cross.

“No sistema deles, consta que a pessoa já foi transferida, mas ela ainda está no Pronto-Socorro. Antes, nós levávamos o paciente na ambulância e ele, junto à nossa equipe de profissionais, ficava retido do lado de fora do hospital. Fizemos um acordo e mudamos o procedimento e, agora, só conduzimos o usuário quando há maca e toda o restante da estrutura disponíveis no quarto. Isso explica o descompasso entre os controles da prefeitura e do Estado”, diz o secretário municipal.

OUTROS FATORES

Fernando pontua ainda que, no dia do caos na unidade, muitos pacientes de UPAs haviam sido transferidos para o PSC para serem submetidos a procedimentos mais complexos.

Ele afirma também que, por conta do movimento grevista do funcionalismo municipal, vários atendimentos que, em condições normais, seriam prestados em unidades básicas foram transferidos para o Pronto-Socorro. “Como trocas de sonda, por exemplo”.

MANOEL DE ABREU

Na edição dessa quinta (24) do JC, Rose Lopes, membro do Conselho Municipal de Saúde, atribuiu o aumento no tempo de espera por leitos hospitalares ao fechamento do Hospital Manoel de Abreu, que será reformado pela Secretaria do Estado de Saúde.

A pasta nega e argumenta que abriu no Hospital Estadual, Hospital de Base e Instituto Lauro de Souza Lima mais leitos do que a quantidade ofertada pela unidade desativada temporariamente.

Sobre o assunto, o secretário Fernando Monti afirma que o município ainda está avaliando eventuais consequências do fechamento do Manoel.

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