Tribuna do Leitor

A justiça violentada: Moro e a pseudo luta contra a corrupção

Osvaldo Gradella Júnior
| Tempo de leitura: 2 min

A máscara caiu! Indaguei a semana passada (15/3) quais eram as reais intenções de Moro e sua trupe. Ele atendeu meu apelo (rsrs) e respondeu passando por cima do seu próprio discurso legalista e de combate à corrupção: usou a sua função no Judiciário para prejudicar a Presidência, fomentar o ódio e a violência, culminando nas atitudes de intolerância das pessoas nas manifestações. Descumpriu as leis que jurou defender ao divulgar os áudios de um grampo que ele mesmo já teria interrompido (sic). Demonstrou que também foi picado pelo inseto da vaidade e dos holofotes midiáticos ao assumir seu posicionamento ideológico. São patéticas posturas indignadas propagandeadas pela mídia, essa mesma não explica que o famoso “japonês da federal”, que virou máscara de carnaval, é processado por corrupção e continua trabalhando!


O Cunha acusado de corrupção vai julgar a presidente que não é acusada de corrupção? Parece piada mas não é. Convenhamos que a Polícia Federal não é conhecida por ser um exemplo de lisura e nem pelo histórico de ações anticorrupção. Fica evidente que o problema não é a corrupção, mas derrubar o governo Dilma e o PT. Cunha, Aécio e outros comparsas que não são do PT não precisam ser investigados, tanto que não seria incorreto supor que se a Dilma for derrubada, a operação Lava Jato pode ser encerrada ou perder força. Outro que deveria ter lisura nas sua práticas é Gilmar Mendes, que faz questão de escancarar suas posições contra o governo e articular suas alianças com a chamada oposição, ou seja, a direita reacionária e entreguista das riquezas brasileiras para os estrangeiros.

Desrespeita flagrantemente sua posição como integrante do STF e mostra que é parcial - ideologicamente comprometido. Esse sim deveria renunciar ao posto, afinal não foi eleito mas indicado pelos amigos. Reafirmo que o Judiciário brasileiro tem uma grande dificuldade de lidar com a democracia, pois são indicados para ocupar o cargo e não prestam contas a ninguém, fazem qualquer barbaridade e não são avaliados e nem punidos. É um poder soberano que, aliado à arrogância dos poderosos, é funesto para um desenvolvimento de uma sociedade democrática.


Parece que sua única função é a de garantir os privilégios da classe dominante e fazer a manutenção da exploração dos trabalhadores pela burguesia. Claro que há exceções, mas são poucas em uma estrutura predominantemente autoritária. Talvez se todos se filiassem ao PSDB e PMDB, a Lava Jato fechasse por falta de desafetos a perseguir. Vide o exemplo de São Paulo em que a “Justiça” paralisou as investigações da gestão Alckmin. Ou seja, estamos sendo engambelados de novo para que depois os trabalhadores paguem a conta!

Comentários

Comentários