Lá no longínquo ano de 2009, início do primeiro mandato de Rodrigo Agostinho, empenhamos esforços para que a questão do lixo e do esgotamento do aterro fosse tratada de forma prioritária pelo alcaide ambientalista.
Nessa ocasião, a Estre, empresa que, dentre outras atividades, detém tecnologia de ponta na gestão de resíduos sólidos, dava início à construção do Centro de Gestão de Resíduos do Centro Oeste (CGR Centro Oeste) e oferecia à Prefeitura de Bauru a gestão do lixo bauruense ao preço de R$ 50,00 por tonelada, lixo esse que seria acondicionado segundo os mais modernos métodos e preceitos de gestão de resíduos.
A questão foi negligenciada, por todos esses anos, até que chegamos à atual situação: hoje, para dar destino às 300 toneladas de lixo que Bauru produz diariamente, o município desembolsa R$ 165,00.
Ora, se a questão tivesse sido tratada com a devida urgência, evidente já em 2009, a Prefeitura Municipal, então com recursos em caixa para tanto, poderia ter se valido do aterro da CGR Centro Oeste, enquanto se mobilizava para adequar um novo aterro particular, prevendo de forma planejada solução que não nos colocasse diante do impasse que ora se apresenta. Ou seja: daqui a três meses faremos o quê com as 300 toneladas diárias de lixo produzidas pelo município, já que a Cetesb tem negado, sistematicamente e com razão, o pedido da Emdurb para a ampliação do aterro ou a altura das camadas de resíduos ali depositados?
Como diria o primeiro marketeiro político norte americano, John L. Beckley (1757 – 1807): “Não planejar é planejar o fracasso”.