| Agência Senado |
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| Congresso fará votação sobre impeachment no dia 15 |
Autores do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff participaram nesta segunda-feira (4), de um ato na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista. A advogada Janaína Pascoal, o promotor aposentado Hélio Bicudo e o ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior defenderam a saída da petista do cargo e acusaram o atual governo de comprar votos no Congresso Nacional.
O ato a favor do impeachment reuniu cerca de 3 mil pessoas, segundo os organizadores. "Os deputados precisam escolher entre o bolso e a honra", afirmou Reale Jr., que discursou do parlatório do Largo São Francisco. Em tom engajado, o jurista disse também que é difícil ver "que o impeachment depende de 20 deputados sendo cooptados pelo PT". Ele ainda chamou o PT de "quadrilha" e puxou o coro de fora Dilma bradado pelos manifestantes.
Em seu discurso, Bicudo disse que "nunca viu tantos desmandos no Brasil". Para o jurista, inclusive, "nenhum deputado ou senador tem o direito de ir contra o desejo popular, não tem o direito de manter Dilma e o PT no poder".
Aos gritos de "acabou a 'República da cobra'" - referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva -, Janaína Pascoal fez um discurso que inflamou a plateia presente ao ato. "Não existe isso de alto ou baixo clero. O que existem são deputados. E as cobras que usurparam o poder estão usando das fraquezas humanas dos deputados para se segurarem no poder", disse ontem.
